Durante visitas às agências bancárias de Caarapó (MS), realizadas na última sexta-feira (30), diretores do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Dourados e Região constataram a execução de reformas nas instalações do Banco do Brasil.
Ao analisar o projeto da reforma, os diretores Raul Verão, Carlos Longo e Laudelino Vieira identificaram que a porta giratória com detector de metais ficará instalada apenas no acesso destinado ao atendimento nos caixas físicos, deixando o restante da agência sem a devida proteção.
Diante do quadro preocupante, o sindicato agendou uma reunião com o superintendente regional do Banco do Brasil, Rogério Muller. O encontro foi realizado na tarde desta segunda-feira, 02 de fevereiro, e contou com a participação de Janes Estigarriba, presidente do sindicato; Carlos Longo, diretor sindical e funcionário do Banco do Brasil; e João Grandão, diretor jurídico da entidade.
Na reunião, os dirigentes sindicais apresentaram ao representante do banco a preocupação com a segurança dos trabalhadores e dos clientes, que ficariam expostos nas áreas da agência sem a proteção da porta giratória com detector de metais. Essa situação possibilitará a entrada de armas no interior da unidade bancária.
Ao ouvir o relato, o superintendente regional do banco demonstrou solidariedade à demanda por mais segurança e se comprometeu a encaminhar a solicitação ao setor responsável pela obra. O objetivo é que seja feita uma análise e possível alteração do projeto, de modo que a porta giratória com detector de metais passe a abranger todas as dependências internas da agência, garantindo maior tranquilidade a funcionários, clientes e usuários.
“As portas giratórias com detector de metais em bancos são fundamentais para a segurança, pois identificam objetos metálicos, como armas brancas, armas de fogo e outros itens que possam causar ferimentos, travando automaticamente e impedindo a entrada desses objetos. O principal objetivo na pauta de segurança defendida pelo sindicato, que inclui as portas giratórias, é a proteção da vida dos trabalhadores”, destaca Carlos Longo.
Para o Presidente do Sindicato, Janes Estigarribia, “a segurança bancária é uma das pautas do sindicato que ao longo dos anos cobrou a instalação de portas giratórias e outros sistemas de proteção ao funcionalismo dos bancos, não tratamos isso como uma questão patrimonial, mas como um fator essencial de preservação da vida. A entidade tem atuado na fiscalização do cumprimento da Lei 7.102/83, exigindo que as instituições financeiras invistam constantemente em dispositivos de proteção, como portas giratórias, câmeras de monitoramento e a presença de vigilantes capacitados.”
“Mais do que evitar perdas financeiras, que é a preocupação dos bancos, nossa luta visa garantir um ambiente de trabalho digno e seguro, combatendo a vulnerabilidade que pode gerar estresse e traumas psicológicos aos profissionais da linha de frente no atendimento.” Finalizou Estigarribia.
O sindicato seguirá acompanhando o andamento da demanda e espera contar com a sensibilidade da direção do Banco do Brasil para que a solicitação de mudança no projeto seja atendida, assegurando tranquilidade e segurança a todos.


