Redação –
Agentes do Serviço de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil prenderam, na tarde de ontem (08), o homem acusado de matar e queimar um corpo encontrado carbonizado no fim de dezembro, em Dourados. O caso chocou moradores do bairro Recanto do Bosque, na região da Vila Cachoeirinha, onde a vítima foi localizada em uma área de mata.
O corpo foi encontrado na manhã do dia 30 de dezembro de 2025 e, desde então, a polícia iniciou uma série de diligências para esclarecer o crime. As investigações apontaram que o homicídio ocorreu em um barraco ocupado pelo autor e pela vítima, ainda não identificada oficialmente. No local, a perícia encontrou vestígios de pneus, madeiras e outros materiais usados para atear fogo ao corpo.
Em entrevista concedida ao repórter Cido Costa, da Folha de Dourados, o delegado Lucas Albé, chefe do SIG, explicou que o laudo pericial foi fundamental para a elucidação do caso. Segundo ele, a perícia técnica constatou que a morte foi causada por traumatismo craniano, provocado por golpes na cabeça da vítima, e que a carbonização ocorreu posteriormente, numa tentativa de ocultar o crime.
“A partir do momento em que o corpo foi encontrado, ainda na virada do ano, iniciamos diversas diligências, ouvimos moradores da região, testemunhas e acompanhamos pessoas suspeitas, até chegarmos ao autor. Todos os elementos probatórios apontam para esse indivíduo como executor do homicídio”, afirmou o delegado.
O suspeito foi identificado como Maurício Ferreira Filho, de 40 anos, que, conforme a investigação, morava com a vítima no mesmo barraco. De acordo com o delegado, o crime teria sido motivado por uma desavença entre os dois, relacionada ao espaço onde viviam e a objetos pessoais, incluindo uma cama.
“Eles teriam se desentendido, entrado em luta corporal, e o autor golpeou a vítima na cabeça com um pedaço de madeira. Após isso, ateou fogo no corpo e também no barraco”, detalhou Lucas Albé.
Durante conversa informal com a polícia, o suspeito alegou que teria sido atacado e que agiu em legítima defesa. No entanto, segundo o delegado, essa versão não foi confirmada pela perícia. “Os exames técnicos demonstraram que ele foi o executor da morte, com golpes na cabeça, e depois ateou fogo ao corpo”, reforçou.
Após o crime, Maurício deixou o local e foi para outro bairro da cidade, na região do Indaiá, onde acabou sendo localizado e preso pelos investigadores.
Apesar da prisão, o delegado explicou que o suspeito será autuado por homicídio, mas deverá responder ao processo em liberdade, já que não se encontrava mais em situação de flagrante no momento da captura.
A Polícia Civil agora concentra esforços na identificação oficial da vítima. Amostras foram coletadas para exame de DNA, que será encaminhado para análise em Campo Grande, com posterior comparação com possíveis familiares.
“Nossa próxima etapa é confirmar a identidade da vítima, o que será feito por meio do exame de DNA. Essa coleta já foi realizada e enviada para a capital”, concluiu o delegado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e é tratado como mais um homicídio esclarecido pelo SIG em Dourados.

