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Sidlei diz que é inocente e ‘deseja punição’ aos culpados

Sidlei Alves diz que é inocente e 'deseja punição' aos culpados

Operação Owari – 10/08/2009

Vereador pelo terceiro mandato, Sidlei Alves da Silva (DEM), 35 anos, preside a Câmara Municipal de Dourados e nesta entrevista exclusiva ao Midiamax fala sobre a Owari, operação de combate à corrupção da Polícia Federal e a “convulsão” que causou na política douradense por causa da prisão de 41 pessoas, entre empresários, políticos, servidores municipais, entre outros.
Sidlei foi um dos presos na Owari, afirma que é preciso aguardar o fim das investigações e espera que a verdade venha à tona. Segundo ele, os que forem realmente culpados devem ser punidos e aqueles que foram apontados injustamente tenham sua honra de volta.
Além de se defender, ele disse acreditar na inocência dos outros dois vereadores envolvidos nas denúncias.
Sobre a votação de projetos polêmicos – como a municipalização dos serviços de água – em regime de urgência, o presidente da Câmara diz que isso não pode ser uma constante em plenário. “São exceções que podemos abrir se entendermos que irá beneficiar a população”, diz o vereador.

Midiamax – A política douradense está em convulsão por causa da Operação Owari deflagrada pela Polícia Federal. Como o senhor analisa este momento político?
Sidlei Alves – O Brasil está em convulsão política. Veja o que está ocorrendo no Senado, na Câmara dos Deputados. Isso não é um privilégio de Dourados. Assim como tudo, a política também apresenta duas faces. E isso acaba prejudicando pessoas que nada devem. Mas, de qualquer forma, a Polícia Federal fez o seu papel e, agora, esperamos que a verdade e a justiça prevaleçam.
Midiamax – O senhor e mais dois vereadores estão envolvidos nesta operação. Este fato afetou o andamento dos trabalhos da Câmara?
Sidlei Alves – Sempre afeta, não é mesmo? Mas estamos tranqüilos, conscientes de nossa inocência. Por isso, as atividades legislativas continuam normalmente. Somos uma Câmara composta de 12 cidadãos comprometidos com a verdade, a transparência e preocupados com os cidadãos douradenses. Apesar de todas essas adversidades, o trabalho não para.
Midiamax – Qual estratégia o senhor vai adotar a partir de agora para presidir o Poder Legislativo ante as denúncias de corrupção que envolve as mais diversas esferas de poder em Dourados?
Sidlei Alves – Vamos aguardar o desfecho do processo. Não temos estratégia alguma. Simplesmente aguardar e continuar nossas atividades normalmente. Como já disse, estamos confiantes da nossa inocência. Até porque, nosso trabalho sempre foi realizado com seriedade e comprometimento. O que vemos são pessoas oportunistas que aproveitam deste momento para fomentar o estardalhaço político em Dourados.
Midiamax – Na opinião do senhor a Operação Owari afetará os projetos eleitorais dos políticos locais?
Sidlei Alves – Com certeza, sim. Afinal, são fatos negativos que repercutiram muito. Porém, é preciso aguardar o fim das investigações e esperar que a verdade venha à tona. Mas, como tenho dito, aqueles que forem realmente culpados que sejam punidos, e aqueles que foram apontados injustamente tenham sua hombridade de volta.

Midiamax – Como o senhor analisa a administração do prefeito Ari Artuzi e qual o relacionamento da Câmara com o Poder Executivo?
Sidlei Alves – Entendo que o prefeito e sua equipe estão trabalhando em favor de Dourados. E para isso contam com a Câmara. Nós, vereadores, buscamos colaborar sempre, mas sem abrir mão da nossa prerrogativa de fiscalizar a aplicação dos recursos e a execução das obras e programas que venham contemplar a sociedade como um todo.
Midiamax – No dia da posse do senhor na presidência da Câmara, em seu discurso afirmou que não aceitaria projetos do executivo para ser votado em regime de urgência. Logo nos primeiros seis meses no cargo o senhor aceitou quatro projetos do executivo em regime de urgência, entre eles, a isenção de IPTU, municipalização da Sanesul e o gerenciamento da saúde pelo Hospital Evangélico? Todos os projetos foram aprovados. Como o senhor explica esta contradição?
Sidlei Alves – Na verdade, houve uma contradição favorável ao conjunto da sociedade. Não vejo isso de maneira negativa; muito pelo contrário. Isso demonstra que estamos aptos a compreender as necessidades do município e eleger as prioridades. E assim foi à época dessas votações. A Câmara funciona por meio de um colegiado de líderes e o que a maioria decide é o que se encaminha. No caso desses três projetos, ficou provada a necessidade da urgência. Por exemplo, a isenção de multas para contribuintes devedores do IPTU foi uma saída emergencial encontrada pelo município para cumprir compromissos e, também, uma oportunidade para os contribuintes regularizarem suas situações. Sobre a Sanesul, foi um entendimento do executivo, que tem maioria na Casa, e a vontade da maioria sempre prevalece. Já em relação ao Hospital Evangélico, fizemos o que achamos certo, até porque, a saúde sempre foi tida como o principal desafio do poder público em Dourados e o retorno do gerenciamento pelo Evangélico era visto por todos como a solução naquele momento. E a saúde do povo não podia esperar mais. Foi uma saída emergencial e, pelo que se vê, acertada. Mas, ainda assim, mantenho minha posição inicial. A votação de projetos do executivo em regime de urgência não pode ser uma constante em plenário. São exceções que podemos abrir se entendermos que irá beneficiar a população.

Midiamax – O senhor é primeiro suplente de deputado federal e caso o deputado Nelson Trad peça afastamento para tratamento de Saúde fica aberto este espaço para Dourados voltar a três representantes em Brasília. Como o senhor analisa esta situação? Se isso acontecer o senhor deixará o cargo de presidente e renunciará ao mandato de vereador?
Sidlei Alves – Se houver de fato a necessidade da convocação, me sinto preparado para bem representar Dourados e Mato Grosso do Sul no Congresso. Não há nada oficial neste sentido e não acho pertinentes afirmações a respeito disso, até porque, o que se ouve são apenas especulações.
Midiamax – Como o senhor vê a participação popular nas sessões semanais da Câmara depois das denúncias da Operação Owari?
Sidlei Alves –

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