Sexualidade e Anticoncepção serão temas de Fórum Popular
Debate – 07/09/2008
Em geral, a partir dos 20 anos de idade a mulher atinge maturidade física e psicológica para a maternidade. A gravidez precoce é um assunto que desperta preocupação e que virou questão de saúde pública, não só pelo aspecto social, mas também pela preservação da saúde da mulher e do bem-estar da criança. A Sexualidade e Anticoncepção na Adolescência serão temas de Fórum Popular na Câmara dos Vereadores de Campo Grande (MS), dia 9 de outubro, quinta-feira, a partir de 20 horas. O evento integra a programação do XX Congresso de Ginecologia e Obstetrícia da Febrasgo do Brasil Central, que a Sogomat-Sul (Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Mato Grosso do Sul) realiza em Campo Grande de 8 a 11 de outubro. Especialistas de vários estados brasileiros participarão do evento discutindo vários assuntos, dentre eles a gravidez precoce. A presidente da Sogomat-Sul, Rita Tavares, ressalta que anatomicamente o corpo de adolescentes ainda não está preparado para uma gestação e por isso elas sentem um grande desconforto. “É uma sobrecarga muito grande. Ela pode sofrer problemas cardiovasculares, sem contar que a estrutura óssea dela ainda não está madura”, diz. A distenção que a pele sofre também é maior, o que favorece o aparecimento de estrias e flacidez da mama. Outro aspecto é a falta da maturidade para que o bebê tenha os cuidados necessários, como amamentação regular. “Essa mãe preoce geralmente não desenvolveu o auto-controle e fica irritada porque não consegue dormir à noite”, explica. Em Mato Grosso do Sul, dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos apontam que das 13.528 crianças que nasceram de janeiro a maio deste ano no Estado, quase 29% eram filhos de mulheres com idade entre 15 e 20 anos e 169 de adolescentes de até 14 anos. Uma peculiaridade do Estado é a grande população indígena que, culturalmente inicia as atividades sexuais mais cedo.
Fonte: Folha de Dourados



