Setor de marketing promocional defende autorregulamentação
CAS – 20/11/2009
Em debate na CAS sobre o projeto que regulamenta a propaganda de alimentos, o vice-presidente da Associação de Marketing Promocional, Auli de Vitto, disse estar de acordo com a adoção de medidas para proteger os direitos da criança. Afirmou, contudo, haver discordância em relação à forma como esse processo está sendo conduzido e apresentou sugestões. Entre elas, está a criação de um conselho de auto-regulamentação para fazer a interface entre a sociedade e as empresas. O dirigente sugere também que empresas fabricantes de produtos não nutritivos destinem parte de seus lucros para a educação infantil.
Vitto avalia que a obesidade decorrente do consumo de alimentos não saudáveis não pode ser atribuída apenas à publicidade, e lembrou que os produtos alimentícios, antes de chegar ao mercado, são previamente aprovados por órgãos competentes, estando, portanto, em condições legais.
O diretor-executivo da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Promocionais, Wagner Federico, disse acreditar que a legislação brasileira na área de direito do consumidor tem avançado muito e já é suficiente. Ele criticou, contudo, tentativas de diferenciar na legislação os diferentes nichos de publicidade, sobretudo o setor de brindes, que, em sua opinião, não pode ficar como o “vilão” dessa história e deve ser avaliado do mesmo modo que a propaganda na TV. Ele defende uma campanha educativa como forma de melhorar o consumo da população.
Fonte: Jornal do Senado
Fonte: Jornal do Senado



