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Setor de Desaparecidos soluciona quase 100% dos casos

Polícia Civil – 08/01/2008

         O setor de Desaparecidos da Polícia Civil conseguiu solucionar praticamente todos os casos que foram registrados em 2007. Dos 234 Boletins de Ocorrência, 99,9% foram resolvidos. Apenas duas pessoas não foram localizadas. “Esses casos são prioritários pois envolvem algum tipo de crime como estelionato, extorsão, seqüestro, etc. Mas obtivemos sucesso apesar das dificuldades”, ressalta o policial responsável pelo setor, Laércio Pereira.         O setor de Desaparecidos só atende casos de adultos. “Não cabe a nós a investigação de crianças e adolescentes”, avisa o policial. Porém, eles dão auxílio à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que atualmente investiga 20 casos de desaparecimento.          Além de priorizar os atendimentos registrados em boletins de ocorrência, o setor de Desaparecidos da Polícia Civil faz um trabalho paralelo: o de encontrar parentes desaparecidos. Por semana, segundo Pereira, são solucionados cerca de 3 a 4 casos, a maioria, mães e filhos que não se conhecem ou não se vêem há muito tempo. “Esses casos não são computados, mas trabalhamos atualmente com uma média de 300”, revela o policial.
         Mesmo contando com uma estrutura enxuta, Laércio Pereira afirma que obtém muitos resultados positivos no trabalho diário. E ainda conta com a satisfação das pessoas que procuram parentes desaparecidos. Ele diz que todos os casos são emocionantes. Em junho de 2006, por exemplo, mãe e filha se reencontraram depois de 26 anos. O policial levou um ano e meio para realizar o encontro. “Casos assim nós solucionamos em média três por ano. Tudo depende do número de informações que temos para obter êxito na investigação”, argumenta.
          Outro caso foi de duas irmãs que não se viam há 43 anos. O encontro de Nadir dos Santos, 63 anos, e Haydée dos Santos da Silva, 70 anos, emocionou até mesmo a equipe que trabalhou no caso e foi noticiado pela imprensa local. “Quando conseguimos os nomes corretos, levamos apenas uma hora para encontrar a pessoa”, lembra Pereira.
          O investigador conta que no final do ano o número de casos triplica devido à proximidade do Natal e Ano Novo. “A maioria quer comemorar essas datas com os familiares. Então é a época que mais trabalhamos”, explica.
          O setor de Desaparecidos da Polícia Civil funciona no prédio da Cepol (Centro Especializado de Polícia),na Avenida Ceará, nº 2.146. Para obter informações o telefone é 3318-9026.

Fonte: Folha de Dourados

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