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Sessão solene homenageia Campanha da Fraternidade 2008

Projeto – 11/03/2008

A Câmara realizou ontem, sessão solene para homenagear a Campanha da Fraternidade de 2008, lançada em 6 de fevereiro pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A 45ª campanha tem como tema “Fraternidade em Defesa da Vida”, e os deputados ressaltaram a amplitude dessa defesa, explicando que ela não se restringe à oposição ao aborto e à eutanásia.O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, elogiou a atuação da CNBB e lembrou a história de luta da entidade pela justiça social e pela democracia. Iniciadas em 1964, as campanhas têm como marca a defesa de direitos sociais. Chinaglia destacou que elas sempre contribuíram para estimular a ação dos agentes públicos e o debate sobre os temas que aborda.Sobre o tema deste ano, contra a descriminalização do aborto e da eutanásia, Chinaglia ressaltou que é importante envolver a Câmara no debate. A defesa da vida, segundo ele, envolve escolhas pessoais, coletivas e governamentais, cuja definições requerem um debate amplo, pois qualquer decisão nessa área atinge a toda a sociedade.Discussão sobre a vidaUm dos autores do requerimento para a realização da sessão, o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) afirmou que, embora a imprensa tenha focado a campanha no debate sobre o aborto, o que a CNBB propõe é uma discussão sobre a vida.Na avaliação do deputado, não há como fugir ao debate sobre o aborto e a eutanásia, mas o combate à violência e à exclusão são centrais para uma vida digna, assim como a preservação do meio ambiente, outro sinônimo de vida. “Se continuarmos degradando o planeta e consumindo os recursos naturais, como estamos fazendo, poderemos pôr em risco a própria existência humana”, concluiu.Tradição da CâmaraTambém autor do requerimento, o deputado Magela (PT-DF) avaliou como positiva a tradição de uma sessão da Câmara para discussão do tema da campanha da fraternidade. Para os deputados, segundo Magela, defender a vida é pensar quais políticas públicas estão sendo adotadas e de que forma o Congresso tem pensado a questão. “A CNBB chama todos nós, não apenas os católicos, a fazer essas reflexões”, disse.Segundo o deputado José Linhares (PP-CE), que é padre e também solicitou a homenagem, a campanha está inserida no espírito da quaresma, que significa para a Igreja um tempo de conversão e auto-análise. Linhares lembrou Jesus Cristo, “que morreu para que todos tenham vida, e vida em abundância”, e afirmou que a campanha deste ano denuncia os “sinais de morte” que infestam a atualidade, como a pobreza, a exclusão, a violência, a degradação da natureza e as deficiências da saúde e da educação. Linhares também criticou os defensores da liberação de pesquisas com embriões congelados há mais de três anos e considerados inviáveis para gerar um ser humano.

Fonte: Folha de Dourados

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