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Servidores da Embrapa entram em greve

Paralisação – 08/07/2008

Servidores da Embrapa Agropecuária do Oeste (CPAO) em Dourados cruzam os braços, de hoje a quinta-feira, por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Na maior parte do país, a greve é por tempo indeterminado.A partir das 7h, o sindicato comanda uma mobilização na frente da sede do órgão. O presidente da seção sindical e assistente de operação de campo experimental, Sebastião Aparício Meira, calcula a adesão de 120 servidores. A paralisação de três dias foi decidida em assembléia, na sexta-feira passada. A expectativa é pressionar o Governo Federal e a diretoria da Embrapa a atenderem à pauta de reivindicações, que compreende 68 cláusulas, das quais 42 já foram acordadas. A negociação esbarra no índice de reajuste, tiquete alimentação, auxílio-babá e para os filhos portadores de necessidades especiais. Até agora, o governo federal ofereceu 5,04%, em contraproposta aos 12% pleiteados pela categoria. “O índice proposto pela direção seria suficiente apenas para repor as perdas geradas pela inflação registrada entre maio de 2007 e abril deste ano, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)”. Por conta disto, a orientação do comando nacional é para que a categoria só volte ao trabalho após alcançar um reajuste real, acima dos índices de inflação oficial do último ano. Durante os três dias de greve, cerca de 30% do efetivo vai garantir o funcionamento das atividades essenciais, como o monitoramento do laboratórios de peixes, atendimento aos animais vivos e a casa de vegetação. A paralisação vai suspender os trabalhos de avaliação de experimentos em campo, viagens e reuniões técnicas, entre outras. A categoria espera novidades até a sexta-feira. O presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, que esteve reunido com a diretoria do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) há cerca de dez dias, prometeu tentar obter recursos junto ao Ministério do Planejamento, da Fazenda e do Departamento das Empresas Estatais (Dest).Esta é a terceira paralisação em menos de 20 dias. As duas primeiras ocorreram no mês passado, dias 18 e 25 e duraram 24 horas. Na próxima sexta-feira, uma nova assembléia vai definir o calendário de paralisações, caso o governo não acene a uma nova proposta para cobrir as perdas acumuladas nos últimos dez anos, o equivalente a 15,81%, índice que engloba também a inflação do período. “Trata-se de resíduos não incorporados aos salários, que foram anualmente reajustados apenas para repor o índice inflacionário”, lembra Sebastião Aparício Meira.

Fonte: Folha de Dourados

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