A servidora do Governo de Mato Grosso do Sul, Michelly Pereira de Queiroz, que exercia o cargo de agente de atividades educacionais, foi demitida nesta sexta-feira (6), nove anos após ela e o marido matarem a tiros Wesley Julião Barbosa de Almeida, conhecido como “Mascote”, de 18 anos. O crime ocorreu em 14 de janeiro de 2017, no Jardim Itamaracá, em Campo Grande.
Segundo informações divulgadas pelo Mídia Max, a decisão da demissão foi publicada pela Controladoria-Geral do Estado, após parecer da Procuradoria-Geral e relatório final da comissão processante do Processo Administrativo Disciplinar. Michelly era lotada na SED (Secretaria de Estado de Educação), e a resolução foi assinada pelo controlador-geral Carlos Eduardo Girão.
Na época do crime, Michelly e o marido, Eduardo dos Santos Silva, de 31 anos, usaram o carro e a arma do pai dela, um policial aposentado, para atirar em Wesley, que estava na frente da casa da mãe. Eduardo desceu da caminhonete S10 prata e disparou várias vezes, enquanto Michelly incentivava os tiros. A vítima ainda tentou fugir para dentro da residência, mas acabou morrendo.
O casal alegou em depoimento que Wesley, preso em dezembro de 2016 com uma arma de fogo próximo ao Presídio Semiaberto, tinha intenção de matar Eduardo, que cumpria pena por tráfico de drogas.
No julgamento realizado em 26 de julho de 2018, conduzido pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, Eduardo foi condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado, enquanto Michelly recebeu 10 anos, recorrendo em liberdade. Ela deveria se apresentar mensalmente em juízo e perdeu automaticamente o cargo público.

