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Seria necessário anexar país vizinho para atender todos pedidos de terra

Polêmica – 02/04/2009

Se você for atender todos os pedidos para criação de novas áreas indígenas, áreas de conservação, quilombolas e o MST, vamos ter que anexar algum país vizinho”. A frase do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes é uma síntese do pensamento dele sobre os pleitos crescentes de ocupação de terras no País. Nesta manhã, ele participou de evento com autoridades de Mato Grosso do Sul e produtores rurais no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. No discurso, além de alertar sobre as ocupações de terras, Stephanes criticou o excesso de zelo do Ministério do Meio Ambiente que, segundo ele, tem impedido a exploração de recursos naturais do País. Na saída do evento, o ministro deu rápida entrevista coletiva e não quis falar sobre a questão indígena que atormenta os produtores rurais de Mato Grosso do Sul. “Não quero comentar este assunto”, disse diante da insistência dos repórteres. Conforme Stephanes, atualmente 67% do território brasileiro já é “congelado” para a atividade tradicional. E ainda outros 10% ficarão intocáveis para preservação da biodiversidade. “Ou seja, sobra só 23% do território nacional para produzir (…) Mas, eu gostaria mesmo que nos dessem 20% ou 25% do território para produzir e ficassem com o resto”, sugeriu no discurso. Para Stephanes, a limitação à área produtiva se contrapõe à importância da agricultura para a economia do País. “A agricultura corresponde a um terço da produção do Brasil. Quatro mil municípios dependem da agricultura (…) Além disso tudo, 100% das nossas reservas são fruto do agronegócio. Todos os outros setores são deficitários na balança comercial”, salientou durante discurso. Meio ambiente O ministro também criticou a elaboração de normas ambientais sem a participação da Ministério da Agricultura. “Nem um dos itens criados pelo Meio Ambiente teve a nossa participação. Recebemos tudo pronto da Marina Silva e do Minc”, disse referindo-se à ex-ministra do Meio Ambiente e o atual Carlos Minc. “Temos que mudar 10 itens do Código Florestal (…) Queremos proteger, mas também queremos produzir”, enfatizou. O ministro citou que a resistência do Ministério do Meio Ambiente em ser mais flexível com a exploração de recursos naturais tem feito o Brasil perder dinheiro. “O Brasil importa 91% do potássio que precisa. Porém, temos em nosso solo a 3ª maior jazida do produto. Só porque está na Amazônia, o Meio Ambiente não deixa explorar”, contou. Participaram do evento, o governador André Puccinelli (PMDB), o senador Valter Pereira (PMDB), o deputado federal Waldemir Moka (PMDB), o prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB), o vice Edil Albuquerque (PMDB), a secretária de produção e Turismo, Tereza Cristina Correa da Costa, o presidente da Acrissul, Laucídio Coelho, entre outros.

Fonte: Midiamax

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