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Seminário discute novos projetos na comunidade indígena.

Unigran – 04/02/2008

São mais de cem projetos, muitos contam com parcerias de entidades de bairros, empresas, escolas, hospitais e clínicas de saúde. Por ano, a Unigran atende diretamente a mais de dez mil moradores de Dourados, através das atividades de extensão que desenvolve nas áreas de direito, serviço social, nutrição, arquitetura, psicologia, fisioterapia, biomedicina, educação física, estética, artes e os outros cursos da Faculdade de Educação. São ações orientadas para a formação de crianças e jovens e à melhoria das condições de vida de adultos de todas as idades. A meta de 2008 é ampliar as ações já realizadas também na comunidade indígena.O seminário de extensão “Pilares de Qualidade para o Ensino Superior” foi encerrado na quarta-feira, 30, com uma mesa redonda que discutiu as propostas de atividades de extensão feitas pelos índios, em dois eventos anteriores. Em 24 de janeiro, representantes de grupos de jovens e de mulheres, professores e lideranças guaranis e kaiowás reuniram-se no núcleo da instituição, da Aldeia Bororó, para eleger as ações prioritárias para suas comunidades. No dia 16, a reunião aconteceu com representantes da população terena, no núcleo de extensão da instituição da Aldeia Jaguapiru. As solicitações foram organizadas cinco grandes áreas – saúde, educação, cultura da terra, trabalho e renda, e esporte e lazer. Além dos trabalhos já desenvolvidos, desde 2001, em parceria com a “Amigo do Índio”, organização parceira e mediadora dos projetos, os representantes indígenas mostram grande preocupação com a juventude nas aldeias, e propõem cursos de formação em diversos ofícios e programas que ocupem o tempo livre dos adolescentes com atividades saudáveis.A atual presidente da AmI, professora Érika Kanetta Ferri, mostrou o histórico da organização e falou dos projetos que estão em andamento, muitos deles, com o auxílio de parceiros que também acreditam na autonomia das comunidades indígenas. Por isso, ela convidou os professores a se integrarem nesse trabalho. “Gostaria que vocês pensassem nas propostas, e a gente deve lembrar uma coisa: ninguém se propõe a fazer nenhum trabalho paternalista e nem assistencialista, a questão é de emancipação e de valorização”, disse.As sugestões levantadas nas aldeias foram trazidas ao Seminário pelos coordenadores dos núcleos de extensão da UNIGRAN na Reserva Indígena de Dourados Fernando de Souza e Edna Silva de Souza. “É uma luz no fim do túnel que os senhores (professores) poderão estar dando para essas comunidades”, disse Edna. Ela destacou que em todas as atividades a cultura do índio deve ser o eixo dos projetos.O “III Seminário Interno de Extensão” da UNIGRAN teve uma programação dividida em atividades de avaliação e planejamento de projetos, em todos os cursos, resultados da avaliação institucional feita no passado e duas palestras, com professores convidados da UFMS, Antonio Carlos do Nascimento Osório, e UEMS, Carla Helena Fernandes Martins.

Fonte: Decom

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