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Semana do Servidor é oportunidade para exibir talentos

Estado – 23/10/2008

O Dia do Servidor Público Estadual é comemorado em 28 de outubro, próxima terça-feira. O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Administração (SAD), realiza diversas atividades de promoção, lazer e confraternização entre os servidores, que chegam a 60 mil em todo o Estado. Desde o dia 12 de outubro, acontecem competições esportivas, envolvendo homens e mulheres em disputas descontraídas. Nesta segunda-feira (20) foi aberta oficialmente a Semana do Servidor, com extensa programação de cursos e palestras, além de exposições artísticas, que possibilitam aos servidores mostrar seus dotes. A exposição de quadros, esculturas, artesanato, utensílios de cozinha, enfeites para casa e objetos para presentear acontece nos saguões do Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. As secretarias montaram estandes para exibir as produções dos trabalhadores de cada um das áreas que compõem o funcionalismo público. Ao se aproximar do local reservado a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo, (Seprotur), as produções chamam a atenção pela rusticidade e pelo bom gosto. Helena Mattei, servidora da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) ligada a Seprotur, produz telhas decoradas, utilizando diversos materiais na composição das obras. O caráter rústico começa pela própria telha, que dependendo da qualidade, apresentam tonalidades distintas. E para dar vida à inspiração, Helena usa sementes, pequenos galhos, folhas desidratadas, fibras e tudo “o que se encontra no mato”. “Algumas pessoas nem dão valor para isso, e eu já vejo como elementos para compor o conjunto”. Ela conta que não fez curso para desenvolver as obras, e que foi o filho que aprendeu como confeccionar as telhas decoradas. “Ele estava precisando de uma fonte adicional de renda, pois tinha recém passado no vestibular para Medicina Veterinária. Entramos em desespero e as telhas ajudaram a custear o curso dele”. Havia dois anos que Helena não produzia, e, coincidentemente, quando ela levou algumas peças no local de trabalho, avisaram-na da possibilidade de expor durante a Semana do Servidor. “Muita gente tem visto, e já vendi alguns. Serve como estímulo a continuar produzindo”. A produção das telhas decoradas depende da inspiração da artista. “Pode demorar três ou apenas uma hora. Se estou com a idéia na cabeça, o trabalho flui mais rápido”. Delícias do chocolateAntes de assumir o cargo na Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), Rosângela Alcebíades vivia de vender doces, tortas. Com a gravidez no meio do caminho, ela teve de parar a produção. “O cheiro de chocolate me dava enjôo. Só depois voltei a fazer pão de mel, e levar no trabalho; as pessoas pediam sempre. Mesmo com outros oferecendo, os clientes permanecem fiéis”, diz a doceira. Em média, uma receita de pão de mel rende 50 unidades, e o lucro chega a quase 100%. O que começou como forma de desenvolver uma aptidão pela cozinha, tornou-se fonte de renda. “Os doces me ajudam demais. Apesar de trabalhosos, valem para ajudar na renda”, afirma Rosângela. Vocação para servir No estande da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a bombeiro Marcélia Lubacheski mostra os utensílios utilizados nas diversas situações cotidianas dos bombeiros, como equipamento para incêndio (seja em área urbana ou florestal), roupa de mergulho, utensílios de primeiros socorros, e objetos usados em situações que envolvem alturas. Marcélia confessa que ao entrar no curso de formação, teve certo receio. “Não gostava muito de altura. Mas é preciso saber se o que se tem é medo ou pavor de altura. Algumas meninas não conseguiram ir ao final do curso. Mas para mim, a vontade de ser bombeiro foi mais forte e me fez concluir”. O curso de formação demora em média nove meses, e são realizadas situações reais de incêndio, atendimento a vítimas, situações em lugares elevados, entre outros casos freqüentes no dia a dia. Para a bombeiro, o estímulo a se tornar servidora pública foi a curiosidade. “Eu queria saber como funcionavam os resgates, o combate ao fogo. Mesmo com a demora em ser chamada para assumir, valeu a pena. É isso que sempre quis fazer, estar na rua e atender a população. Nem sei o que é trabalho administrativo”, brinca Marcélia.

Fonte: Folha de Dourados

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