Sem Ervateiro, centro perde mais um ‘cartão postal’
Com os dizeres 'DOURADOS - Mato Grosso do Sul', e abaixo o titulo da obra 'Mineiro conduzindo o raído'
Cidade – 13/05/2009
O monumento ao Ervateiro criado há cinco anos pelo artesão Mestre Cilso e pela filha dele, após seis meses de trabalho, e que custou R$ 5 mil pagos em cinco parcelas aos cofres da prefeitura de Dourados, através da Fundação de Cultura, via Funced, foi instalado no cruzamento das avenidas Marcelino Pires com a Presidente Vargas e virou cartão postal para os turistas.O cartão postal estampando com o monumento do Ervateiro e de uma Seriema, instalados no canteiro central da Marcelino Pires, era levado por turistas que adquiriam a lembrança que traz uma sinopse do que representava a obra.Com os dizeres DOURADOS – Mato Grosso do Sul, e abaixo o titulo da obra Mineiro conduzindo o raído, o cartão postal informa aos leitores que se trata de uma Homenagem ao mineiro ou peão do erval que trabalhava na extração da verva-mate, na época da instalação da Companhia Mate Laranjeira em nossa região, a partir de 1.882. O raído era um feixe de galhos da erva-mate que se carregava nas costas, pesando entre 150 a 250 quilos, informou aos turistas, o cartão postal douradense.Por outro lado, vale ressaltar que há cerca de pouca mais de uma semana, um grupo de professores do Nordeste do país que vieram participar de um encontro Nacional na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), bem como um grupo de turistas de Santa Catarina, que se hospedaram em um hotel nas proximidades do local onde estava instalado o Ervateiro e sua acompanhante Seriema posaram em frente, tiraram milhares de fotografias e filmaram, para levarem de lembrança da cidade.Com a retirada do monumento por ordem expressa do prefeito Ari Artuzi, o centro de Dourados fica até o momento sem nenhum atrativo para que os visitantes possam registrar a sua visita à cidade, uma vez a praça Antônio João está com suas obras de reformas paralisadas e a estatua de Antônio João que até então era um atrativo, também se encontra desativada. Para os turistas restam na área central para registrarem as passagens deles pela cidade, a Igreja Matriz, as capivaras existentes no cruzamento das avenidas Presidente Vargas com a Weimar Gonçalves Torres e nada mais, segundo observou um dos lideres do movimento que cobra o retorno do Ervateiro ao seu local de origem.No entanto, a prefeitura através de sua assessoria informou que o Ervateiro será instalado no Parque Arnulpho Fioravanti, o Ceper da Rodoviária como é mais conhecido, e não no Parque Antenor Martins, no Jardim Flórida, conforme foi inicialmente informado também pela mesma assessoria do prefeito. (Waldemar Gonçalves – Russo)
Fonte: Folha de Dourados



