Sem apoio do PT, Dagoberto aborta candidatura
Campo Grande – 24/02/2008
O deputado federal Dagoberto Nogueira Filho (PDT) desiste da candidatura própria a prefeito de Campo Grande sem a coligação com o PT, ou seja, sem ter um vice do Partido dos Trabalhadores. A razão alegada nesta manhã é que o tempo de rádio e TV seria muito curto sem a soma do tempo com a legenda petista.
O parlamentar deu um prazo para o PT, ele vai aguardar uma definição até o final da próxima semana, que coincide com o fim de fevereiro. O prazo teria sido definido em acordo com os vereadores do PT da Capital – a presidente do diretório, a vereadora Thais Helena, o líder do partido na Câmara, Cabo Almi e Alex do PT. O encontro foi às 16h desta sexta-feira (22), no escritório do pedetista, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. Almi disse que se legenda decidir coligar com Dagoberto, Thais Helena será indicada vice.
Dagoberto disse que o apoio do PT é determinante para sua candidatura. E sem o PT? “Estou fora”, confessou Dagoberto. Ele lembrou que o tempo fica muito curto também para fazer a campanha se não houver uma definição logo. O parlamentar disse ainda que já ajudou demais o PT e sem seu apoio ele não deverá interferir na decisão da legenda sobre quem apoiar, ou o candidato do PT (que está indefinido a pouco mais de 7 meses das eleições) ou Nelsinho Trad (PMDB).
O pedetista disse que não sendo candidato, libera os vereadores pedetistas para decidirem o que achar melhor. Então, “vou cuidar de Brasília [DF]”, declarou, referindo-se ao mandato de deputado federal. Os vereadores não estão coesos, Paulo Pedra (PDT) está com Dagoberto, já o vereador licenciado Jorge Martins (na pasta da Administração da Prefeitura) e Djalma Blans (PDT) mantêm apoio a Nelsinho.
Dagoberto acredita ainda que a tese de candidatura do PMDB com chapa pura “também nos ajuda, nos fortalece, faz com que os demais partidos rompam”, falou do ponto de vista do PDT. Quanto à chapa pura, o governador André Puccinelli (PMDB) não quis comentar, ateve-se a dizer que as eleições em Campo Grande serão conduzidas pelo deputado federal e presidente do diretório regional da legenda, Waldemir Moka.
O pedetista disse também que foi procurado pelo deputado federal Antônio Cruz (PP), que também estaria articulando candidatura própria. O PP é aliado do prefeito Nelsinho e ocupa cargos na gestão do peemedebista. Paulo Matos, que é filiado ao partido, assumiu em setembro de 2007 a Secretaria Especial de Fomento Econômico e Projetos Especiais, criada ad hoc.
Prazo – Entretanto, o PT não deverá ter uma resposta até a primeira quinzena de abril. A reunião da Executiva do diretório municipal para marcar a data das prévias será em 1° de março. Somente na prévia é que será definido se a sigla terá ou não candidatura própria ou se vai coligar com o PDT.
O impasse, porém, seria apenas de cronograma, já que Cabo Almi, que dessa vez compareceu ao encontro chamado pelo pedetista (no anterior não quis ir), disse que a possibilidade de coligação com Dagoberto está ganhando dimensão dentro do PT. Segundo ele, a proposta foi alimentada pela disposição da senadora Marisa Serrano (PSDB) em também se candidatar, o que implica em rompimento da aliança tucana com o PMDB.
Almi lembrou que a definição sobre candidatura própria ou coligação com o PDT depende da vontade dos vereadores, já que eles também terão responsabilidade por 2010. Na data, acontecerá a eleição para o governo do Estado, quando Puccinelli estará concluindo o primeiro mandato e poderá confrontar de novo o PT.
O PT tem pelo menos dois pré-candidatos a prefeito, e que, portanto, descartam a coligação – os deputados estaduais Pedro Teruel e Pedro Kemp. A presidente do diretório, Thais Helena, acredita que o ex-presidente do diretório regional, Mariano Cabreira, também é pré-candidato. Nesta manhã, a reportagem procurou Thais Helena e Alex para comentarem o ultimato de Dagoberto. Alex não pôde atender ao celular e a vereadora estava sem o dela, o atendente entregaria o recado.
Fonte: Midiamax



