Por Selma Barsant –

Enquanto houver ideais, motivos para lutar, humanidade para salvar, dores para consolar, gênios intrépidos alçando voos na alma, chamas acesas no peito que ardem, queimam, vozes que não querem calar, haverá quem escreva sua essência e quem os lerá.

Enquanto o homem sentir o gemido, gemer junto com o oprimido e, ousado, desafiar o mundo e quieto, escrever bem fundo na expressão do majestoso dedilhar e inquieto, por vezes, desejando profanar suas tradições, seus próprios limites, buscando sempre mudar…

Enquanto o homem delirar e no seu delírio, puder sonhar que pode e querendo assim, movendo céus e luas, com suas letras, com suas belezas, com seu simples pensar, haverá quem escreva e sempre haverá quem os lerá.

E transferindo toda sua magia, deliciando se com o impacto profundo que poderá, quem sabe, causar e nesse sonho tresloucado, vê se logo bem armado da mais fina cultura, da mais bela poesia, do abstrato, em somente amar e expressar em linhas, a emoção pura.

Movidos por variados motivos, sensíveis ou racionais, informativos ou casuais, quem sabe o futuro surpreenda e muitos descubram admirados que o conhecimento, assim como o sentimento e a razão são tão belos e tão bons que não se pode frear e avancem e contagiem e penetrem diluindo no interior de quem lê o propósito para o qual foi criado o magnífico ato de escrever.

A esperança, a alegria, a paz e todas as mais belas expressões são reservadas não somente para quem lê, pois deveras enriquece, mas para quem sabe distinguir o que de fato se lê. Quer seja numa simples poesia, ou numa pequenina linha, se puderes sentir a mensagem onde flutua o pensamento, inspirando a contento, na brevidade de uma vida, és um bem-aventurado. Se não acrescente com urgência o hábito da leitura, desvende novos mundos, delicie-se, renove-se, sonhe o seu sonho e o de quem os cria.

Selma Barsant escreve: 'Sonhadores'
Selma Barsant
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