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Seleção indígena é impedida de utilizar vestiário da LEDA

DESCRIMINA

Waldemar Gonçalves – Russo  
      No jogo entre o UEC (Ubiratan Esporte Clube) e a seleção indígena, ambas as equipes de Dourados, os integrantes da equipe composta por índios da etnia Jaguapiru e Bororó se sentiram descriminados no último domingo à tarde no estádio da LEDA (Liga Esportiva Douradense de Amadores), uma vez que ao contrário do adversário, eles não puderam ter acesso ao vestiário.      No episódio, um dos atletas da seleção indígena se dirigiu até  ao atual presidente da LEDA, Mário Lúcio da Silva, o “Manteiga” em busca da chave de um dos dois vestiários para que pudessem se trocar para enfrentar o “Leão da Fronteira”, todavia, o pedido foi negado, sob a alegação de que o vestiário na qual deveria estar disponível somente para a equipe do Inter Flórida, que no jogo de fundos, iria enfrentar o Ubiratan amador pela 5ª Taça Integração de Dourados.      Com a negativa por parte do presidente da LEDA, os indígenas, como alternativa, tiveram que se vestir embaixo de árvores existentes na região do gol dos fundos do estádio, sob os olhares da árbitra e regra 3 da partida, Cláudia Olsen, que estava no local para registrar na sumula os 11 atletas titulares, bem como os reservas e os dirigentes que poderiam ficar no banco ao longo do jogo. “Nos sentimos prejudicados. A bem da verdade entendemos que fomos discriminados, pois abriram um dos vestiários para o Ubiratan e não nos cederam o outro para que nossos atletas pudessem se vestir”, disse o pastor evangélico Esaú Mamede, um dos diretores da seleção indígena.      OUTRO LADO     Diante deste impasse que deixou muitas pessoas revoltadas após elas souberam do que se passaram com a seleção indígena que acabou vencendo o Ubiratan por 1 a 0, gol de pênalti e assumindo a vice-liderança na chave do interior, a reportagem manteve contato com o presidente da LEDA, Mário Lúcio, o “Manteiga” para que ele pudesse prestar esclarecimento sobre o episódio.     De acordo com o presidente, a LEDA não tem responsabilidade alguma com o torneio Sub-18, que está sendo promovido pelo 1º vice-presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Antônio Cordeiro, mais sim, com a 5ª Taça Integração de Dourados.     Segundo “Manteiga” a reportagem, a LEDA apenas cedeu o campo para que a Sub-18 fosse realizada, e não o uso dos vestiários. “Seja lá qual equipe for deste sub-18, ela não vai usar os vestiários”, afirmou o presidente negando ter descriminado os índios.     Questionado do porque o Ubiratan sub-18 ter usado os vestiários e os indígenas não, o presidente explicou o fato.     Ele disse que como o Ubiratan, a sub-20 e a amadora iriam jogar na mesma tarde, sendo que a primeira faria a preliminar contra os indígenas e a segunda estaria enfrentando o Inter Flórida pela Taça Integração, os treinadores das respectivas equipes, que são funcionários do clube, entraram em acordo, e as duas equipes utilizaram o vestiário. “Jamais descriminaria esta ou aquela equipe. A verdade é que os vestiários da LEDA somente serão cedidos para as equipes que estão participando da Taça Integração. Um exemplo. Se naquela tarde fosse jogar, como jogou a seleção indígena e o Ubiratan, e na partida de fundo fosse o Inter Flórida e o Nova Dourados, as duas equipes com certeza teriam que se trocar em outro local, menos nos vestiários”, reafirmou “Manteiga” reafirmando que nenhuma equipe da sub-18 terão acesso aos vestiários, seja a equipe que for, independente se é a seleção indígena ou não, concluiu o presidente.          

Fonte: Folha de Dourados

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