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Saúde, Transportes e Educação são os principais responsáveis pela inflação em novembro

Capital – 02/12/2009

Grupo Alimentação, no entanto, registra índice negativo pelo quarto mês consecutivo
 
O Índice de Preços ao Consumidor da cidade de Campo Grande (IPC/CG), no mês de novembro, apresentou inflação de 0,24%, em relação a outubro, ocasionada, principalmente, por aumento nos preços dos grupos Saúde, Transportes e Educação. O IPC/CG é calculado mensalmente pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), vinculado a Universidade Anhanguera-Uniderp, e busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.
 
“O grupo Saúde foi o que mais contribuiu para aumentar a inflação em outubro. O índice do grupo ficou em 1,11%”, destaca o coordenador do Nepes, professor Celso Correia de Souza. As maiores variações positivas desse grupo foram observadas nos preços dos seguintes produtos: vitamina e fortificantes, com aumento de 7,54%; antimicótico e parasiticida, com 7,37%; e antigripal e antitussígeno, com 6,43%. Já o grupo Transportes apresentou um aumento médio de 0,50%, ocasionado principalmente pela elevação de 2,17%% no preço do álcool combustível. Ainda neste grupo, o pneu novo teve aumento de 0,98% e a gasolina de 0,58%.
 
O grupo Educação registrou índice de 0,62%, ocasionado, principalmente, pelo aumento nos preços dos artigos de papelaria, em média 6,02%. Outros dois grupos registraram elevação menor em seus índices. Habitação teve inflação de 0,13%, por causa das variações positivas registradas nos preços dos produtos: esponja de aço (3,30%), fósforo (3,30%), vassoura (3,09%) e aparelho de DVD ou VHS (2,21%), Despesas Pessoais apresentou inflação de 0,14% e os produtos que se destacaram com aumentos foram: creme dental (3,46%), jogos lotéricos (3,21%) e fio dental (2,58%).
 
Já os grupos Alimentação e Vestuário apresentaram deflação em novembro, respectivamente, de 0,05% e 0,31%. “Este é o quarto mês consecutivo que o grupo Alimentação registra índice negativo”, destaca o pesquisador do Nepes, professor José Francisco dos Reis Neto. Os produtos que registraram as maiores quedas no grupo Alimentação foram: manga (-15,78%), abóbora (-15,28%), limão (-15,08%), cenoura (-12,23%), berinjela (-11,11%) e laranja pêra (-10,26%). Já no subgrupo Carnes, todos os principais cortes de carne bovina apresentaram índices negativos, alguns mais significativos como: acém (-9,12%), contrafilé (-5,26%), filé mignon (-4,65%), vísceras de boi (-3,61%) e cupim (-3,39%).
 
Finalmente, no grupo Vestuário a deflação moderada pode ter sido provocada por liquidações e ofertas promovidas pelo comércio local. “As promoções para renovação de estoque de final de ano devem ter provocado a queda de -0,31% nos preços do grupo. Essa época, inclusive, promete ser muito promissora para os lojistas de Campo Grande, conforme pesquisa de intenção de compras que divulgamos recentemente, apontando movimento esperado de R$ 90 milhões”, destaca o coordenador do Nepes, professor Celso Correia. Os produtos que registraram as maiores quedas foram: protetor solar (-5,42%), sabonete (-1,92%) e absorvente higiênico (-1,68%).
 
Inflação acumulada – A inflação acumulada em Campo Grande nos últimos 12 meses é de 3,72% e, no ano de 2009, atinge 3,13%. Como a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos, a inflação acumulada está abaixo do centro da meta do CMN.
 
Em relação ao acumulado de 2009, somente o grupo Alimentação apresentou deflação em seu índice (-0,03%), os outros grupos apresentaram índices positivos, destacando-se os grupos Despesas Pessoais, com 7,63%; Saúde, com 7,27% e Habitação, com 5,44%.  Nos últimos 12 meses todos os grupos apresentaram inflação, destacando-se os grupos, Saúde, com 8,15%; Despesas Pessoais, com 7,85%; Educação, com 5,74%; e, Habitação, com 5,07%.
 
Os dez mais e os dez menos do IPC – Na composição do Índice de Preços ao Consumidor alguns produtos se destacam influenciando para mais ou para menos o índice do mês. Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação em outubro foram: batata, papelaria, álcool, bebidas não-alcoólicas, aluguel de apartamento, aluguel de casa, cebola, carne seca/charque, óleo de soja e açúcar. Por outro lado, os dez produtos que seguraram a inflação em setembro foram: acém, leite pasteurizado, alcatra, contrafilé, blusa, laranja-pêra, short e bermuda masculina, feijão, ovos e cenoura. “Vale ressaltar que os itens que mais contribuem não são, necessariamente, aqueles que apresentam maior variação. O que vai influenciar é o peso de cada um no orçamento mensal das famílias”, conclui o pesquisador José Francisco.

Fonte: Folha de Dourados

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