Saúde define 1º protocolo para o atendimento de travestis do país
Tratamento – 29/01/2010
Um dos principais aspectos do protocolo se refere à avaliação endocrinológica, com orientação relativa aos efeitos colaterais provenientes do uso de hormônios sexuais. O protocolo define as dosagens de hormônios a serem usadas e determina a avaliação em consultas periódicas do desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários. O ambulatório também incluiu no documento o acompanhamento fonoaudiológico aos usários para adequação e treino vocal. O tratamento prevê a modulação da voz em seu timbre e sons naturais, utilizando equipamentos específicos da clínica fonoaudiológica e avaliação com otorrinolaringologista.O protocolo garante a realização de avaliações para a realização de procedimentos estéticos-reparadores (cirurgia plástica) necessários para a melhor adequação da identidade de gênero, colocação de próteses e procedimentos terapêuticos necessários para reparar danos provocados pela colocação de silicone industrial, entre outros procedimentos. Levantamento realizado sobre os seis primeiros meses do ambulatório revelou que a demanda mais recorrente no local é a hormonioterapia, responsável por 45% dos casos. A remoção de silicone industrial foi responsável por 14% dos casos. O ambulatório completou seis meses em dezembro.O ambulatório foi responsável pela realização da primeira cirurgia para retirada de silicone realizada pelo SUS em todo o país
“Com o protocolo damos mais um passo fundamental para garantir o atendimento humanizado e com as melhores práticas assistências possíveis para esse grupo social”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP. O CRT/Aids fica na rua Santa Cruz, nº 81, na Vila Mariana, São Paulo.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde – SP



