Saúde acerta convênio com o Evangélico
Secretário de Saúde disse que além do HU, o município está comandando o HM, antigo Hospital Santa Rosa e ainda o HT.
Saúde – 10/11/2007
O secretário de Saúde de Dourados, João Paulo Esteves, confirmou ontem pela manhã, em reunião com representantes da área, em vários municípios, que foi firmado convênio com o Hospital Evangélico, por um período de quatro meses, para que os casos de maior complexidade sejam atendidos naquele hospital. Ele revelou que o acordo foi fechado na tarde de quinta-feira com o superintendente do HE, Paulo Nogueira e o custo será de R$ 270 mil ao mês.
A reunião, que contou com a presença também da secretária de Saúde do Estado, Beatriz Dobashi, foi realizada no Hospital Universitário, com o objetivo de esclarecer a situação da saúde no município, a partir de todo o problema ocorrido com o Hospital Evangélico, que deixou de atender pelo SUS. Beatriz conclamou a todos os municípios vizinhos, que utilizam os serviços em Dourados, para que contribuam de alguma forma, já que também recebem repasses do SUS.
A secretária reafirmou que o Hospital Evangélico não vai atender ninguém sem autorização. Segundo ela essa central vai permanecer em Campo Grande por um período de aproximadamente 15 dias até que o sistema seja colocado em funcionamento em Dourados. Segundo informações do Correio do Estado, o Estado já tem o prédio e falta apenas equipar o centro. A partir daí haverá um processo de controle para evitar os transtornos que estão ocorrendo hoje com toda a mudança que ocorreu por conta da suspensão de atendimento pelo Evangélico.
Rede pública
O secretário disse que a partir de agora o município de Dourados passa a contar com uma rede pública de saúde, lembrando que antes só havia o Hospital Universitário, já que o Evangélico era responsável pelas urgências e emergências e ainda administrava o Hospital da Mulher. De acordo com João Paulo, a situação hoje é diferente porque além do Universitário, o município está comandando o Hospital da Mulher, que está funcionando no antigo Hospital Santa Rosa e ainda o Hospital de Traumas.
O secretário ressalta também que para colocar em prática toda essa transformação é necessária uma estrutura imensa e é isso que, em conjunto com o Estado, o município está buscando. Ele destacou que somente em profissionais médicos plantonistas, haverá custo novo de pelo menos R$ 288 mil, já que anteriormente esses profissionais atendiam o SUS nos hospitais particulares e, desta forma revezavam também com consultas pagas. Hoje eles terão que disponibilizar 12 horas somente para atendimento de convênios do Governo.
Fonte: Folha de Dourados



