Abrão Razuk – Advogado, ex-juiz de direito, ex-membro do TRE/MS por quatro mandatos, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, cadeira nº 18, e duas vezes vice-presidente.
Em 27 de agosto de 2025, no renomado “Café Doce Lembrança”, situado à Rua Dom Aquino, 2055 – Centro, em Campo Grande/MS, em homenagem à mudança de Campo Grande/MS da confreira Rachel Naveira para São Paulo – Capital.
Nesse encontro de despedida da escritora Rachel Naveira, detentora da Cadeira nº 08 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, usei, em minha fala, o que pontificou o poeta árabe Gibran Khalil Gibran, em seu livro O Profeta, acerca da despedida. Senão vejamos:
“Somos as sementes de uma planta perene e, quando nosso coração se torna maduro e pleno, somos doados ao vento espalhado por toda parte. Caso minha voz enfraqueça em seus ouvidos e meu amor desapareça de sua memória, então eu voltarei. Os anseios do homem mudam, mas não seu amor, nem seu desejo de que o amor satisfaça seus anseios. Saibam, portanto, que do silêncio maior um dia eu voltarei. Pois seja bem-vinda de volta, Rachel Naveira. No silêncio da noite andei por suas ruas, meu espírito entrou em sua casa. Seus pensamentos e minhas palavras são ondas que vêm de uma memória bem guardada, que contém os registros de nosso passado. É certo que não há presente maior para um homem do que aquilo que transforma seus objetivos em lábios com sede e a vida numa fonte. E nisso residem minha honra e minha recompensa. Em verdade, vocês muitas vezes são felizes sem saberem. Mais uma vez nos reuniremos e juntos estenderemos as mãos a quem tudo nos deu. Jamais se esqueçam de que eu voltarei.”
Um dia, alguém perguntou a um pensador: Mestre, dentre as virtudes, qual é a maior delas? O sábio respondeu-lhe: “O saber.” E completou: “O saber é mais lindo do que a estrela d’alva.”
A imortal Rachel Naveira brilhou na literatura, como sempre e em tudo, mercê de sua vocação e talento para as letras, em particular nessa Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. E mais: não só na literatura como escritora, mas também como advogada, professora universitária, palestrante e excelente oradora. Seu acendrado amor à literatura nos motiva e nos emociona, e ela sempre busca o saber.
Escreveu vários livros de gabarito, publicou incontáveis obras, dentre os quais citaremos alguns: Via Sacra, Fiandeira, Guerra entre Irmãos, Abadia, Sangue Português e Maria Madalena, além de poemas e narrativas diversas.
Pessoa dócil e sempre gentil para com todos, é dir-se-á benquista por todos os membros desta tradicional Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, receptáculo de cultura, no seu templo literário, exultante panteão onde passaram vários intelectuais, inclusive alguns imortais da Academia Brasileira de Letras.
A querida confreira Rachel Naveira é um exemplo e um estímulo para a juventude brasileira e para todos aqueles que gostam de estudar, caminho pelo qual o Brasil deve enveredar: pela pesquisa, educação, cultura e ética.
Querida amiga Rachel Naveira e seu benquisto marido Ademar, sejam felizes com seus filhos e netos na grandiosa metrópole que comanda o Brasil, e refiro-me à majestosa capital São Paulo, onde tive a honra de estudar e aprender.
Sejam felizes.
Muito obrigado.