São Paulo tenta evitar o nocaute
Futebol – 12/04/2008
“Na segunda fase da Libertadores, o São Paulo terá um time forte, capaz de brigar pelo título.” Está cada vez mais difícil acreditar na frase, repetida algumas vezes pelo técnico Muricy Ramalho, especialmente depois da derrota por 1 a 0 para o Audax Italiano, no Chile, na quinta-feira. A apática atuação complicou a situação da equipe no Grupo 7 – terá de bater o Nacional de Medellín, em casa, na última rodada, para se classificar – e, como efeito imediato, abalou a preparação para o clássico de amanhã, contra o Palmeiras, pelas semifinais do Campeonato Paulista. “Não poderíamos perder num momento como este. É um resultado que dói muito”, admite Muricy.
E ontem, pela primeira vez no ano, a diretoria usou a palavra “crise” para definir o que ocorrerá se o São Paulo não passar pelo Palmeiras e depois pelo Nacional colombiano, com conseqüências para a comissão técnica e os jogadores.
“O futebol mostra que, quando uma crise se prenuncia, acontecem situações cujos resultados normalmente são previsíveis”, comenta Carlos Augusto Barros e Silva, diretor de futebol, que isenta a diretoria de culpa pelos maus resultados. “Talvez não tenhamos contratado tão bem, mas não acho que temos culpa. A estrutura que o time tem este ano é a mesma do ano passado”, compara.
Diante dessa pressão, a esperança de Muricy de ver um time competitivo em campo se resume à possibilidade de contar com o atacante Aloísio, que se recupera de torção no tornozelo, além do zagueiro Alex Silva, praticamente recuperado de cirurgia no joelho, e do lateral Jancarlos, este apenas a partir da segunda fase do torneio continental. Mas a necessidade é bem mais urgente – e não será suprida: a equipe não terá o trio contra o Palmeiras, e ainda estará desfalcada do atacante Borges, suspenso.
Fonte: AE



