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Rua do semi-aberto está isolada com cavaletes

DOURADOS – 10/08/2009

 
                Waldemar Gonçalves – Russo
 
    Os cem metros da rua Hayel Bom Faker, na Vila Tonani, que limita a área de acesso à porta principal de acesso ao prédio do presídio semi-aberto de Dourados que foi alvejado a tiros, na noite de sábado, encontra-se isolada por cavaletes que foram cedidos pela PM (Polícia Militar) da cidade.
    O objetivo visa evitar um novo ataque ao local que por volta das 20h50 de sábado foi alvo de pelo menos 11 tiros de pistola calibre 380.
    Na oportunidade, dois homens que estariam em uma motocicleta seriam os autores do atentado contra a instituição.
    Uma possível retaliação a uma blitz realizada no semi-aberto pela polícia, quando no sábado dez internos foram transferidos para a Phac (Penitenciária Harry Amorim Costa) após serem flagrados em situações irregulares, além das apreensões e remoções de sete motocicletas que foram levadas para o pátio da Ciretran, seriam as prováveis causas do atentado.
    Apesar dos inúmeros tiros efetuados contra a instituição, nenhum deles atingiu os servidores que estavam de plantão no momento dos fatos.   
    ÁREA NOBRE
    Durante os levantamentos, a PM localizou quatro cápsulas deflagradas e um projétil intacto nas proximidades do local ataque.
    Ainda durante os levantamentos, constatou-se que os projéteis atingiram as colunas de concreto, porta e janelas do prédio, que antes de ser transformado em semi-aberto, funcionava uma escola de Ensino Fundamental.
    Desde a implantação do estabelecimento em uma das áreas nobre da cidade, o local passou a ser visto como problemático, uma vez que nas proximidades do prédio há diversas residências de famílias e alguns consultórios e escritórios de empresas, além de estar a poucos metros de uma vila militar.
    Na oportunidade, após o Governo do Estado ter alugado o prédio para a implantação do regime do semi-aberto, moradores da região realizaram protestos escritos e passeatas pelas ruas e avenidas da cidade com a finalidade de evitar, porém foram votos vencidos na ocasião.    
    Por outro lado, no semi-aberto douradense que é dirigido por Antonino Rebeque, constam que há cerca de 500 pessoas cumprindo suas respectivas condenações em regime aberto e também condicional.

Fonte: Folha de Dourados

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