Rigo diz que PDT chega forte em 2010
Eleições 2010 – 18/04/2009
A estratégia no PDT é chegar muito forte na campanha eleitoral do ano que vem a fim de ampliar sua representatividade na Assembléia Legislativa, cuja bancada é composta por quatro parlamentares, e na Câmara dos Deputados, integrada apenas pelo deputado federal Dagoberto Nogueira.
A idéia da cúpula do partido, um dos mais fortes em Mato Grosso do Sul, é se organizar para não depender de outros grupos políticos. Além da Assembléia e Câmara, a legenda se articula para eleger um senador em 2010.
Atualmente, o PDT é aliado de primeira hora ao governo do PMDB, liderado pelo governador André Puccinelli, mas não impõe resistência ao grupo político comandado pelo ex-governador Zeca do PT, de quem foi fiel escudeiro ao longo de suas duas administrações.
“Não temos que formar partido para o André ou para o Zeca. Temos que formar um partido para o Dagoberto ser senador e elegermos deputados federais e estaduais”, advertiu o presidente da executiva regional, deputado estadual Ary Rigo, durante o III Encontro Estadual do partido, ocorrido na manhã de ontem, no Centro de Convenções Albano Franco, em Campo Grande.
Com essa linha de raciocínio, Rigo deixou claro que o partido está se preparando para disputar as eleições de 2010, independente de como as outras legendas estejam se organizando.
Se o PDT caminhar em sentido contrário, segundo Rigo, o partido estará fortalecendo outras siglas e não o próprio partido: “Vamos chegar muito fortes em 2010”, continuou o deputado, que integra a bancada brizolista juntamente com os colegas Antônio Braga, Onevan de Matos e Coronel Ivan de Almeida. CHAPA MAJORITÁRIA Por enquanto, há divergentes opiniões no grupo político em relação a eventual aliança na chapa majoritária. Particularmente, Dagoberto defende publicamente apoio à candidatura Zeca, de quem recebeu convite para disputar uma cadeira no Senado.
Por outro lado, o presidente Ary Rigo se mantém cauteloso. “Podemos ficar com Puccinelli ou outro candidato, o trabalho é para chegar em 2010 com o partido organizado”, afirmou ao ser abordado por repórteres. “Até janeiro participamos do governo de André”, limitou-se a dizer.
A divisão nos quadros da legenda em relação a futuras composições é visível. Além do mais, a posição do vereador Loester Nunes, presidente do diretório municipal, deixou isso evidente.” Zeca não passa de balela, balela, é só boato. Precisamos agora resolver os nossos problemas, nos fortalecer, para depois decidirmos alguma coisa”.
O vereador, no entanto, disse que prefere ficar do lado do PMDB, de André Puccinelli. “Ao menos agora minha opinião é essa”.
Fonte: Conjuturanews



