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Reta final para as Olimpíadas de Inverno define cenário do Brasil por vagas; veja

A um mês do início das Olimpíadas de Inverno de Milão Cortina 2026, o Brasil entra na reta final da classificação ainda com chances reais de ampliar sua presença nos Jogos. Com a janela de vagas aberta até 18 de janeiro, atletas brasileiros seguem somando pontos em diferentes modalidades, com destaque recente para bobsled, esqui e snowboard.

No bobsled, Edson Bindilatti e Gustavo Ferreira lideram o momento mais promissor do país. Na quinta das sete etapas da Copa América do trenó para quatro atletas, disputada na última segunda-feira (5), Bindilatti terminou na quarta colocação e Gustavo ficou em sétimo. Os resultados mantêm o Brasil em condição concreta de buscar até duas vagas olímpicas na modalidade.

“Fomos bem até aqui. Estamos tentando qualificar dois times para os Jogos Olímpicos e estamos próximos disso, em uma situação interessante no ranking”, afirmou Bindilatti, que se prepara para disputar sua sexta edição de Olimpíadas de Inverno.

O Brasil ainda terá mais uma etapa da Copa América no 4-man e no 2-man, além da possibilidade de competir em provas na Europa para ampliar a pontuação no ranking internacional.

No esqui cross country, o cenário já é positivo. O país tem uma vaga masculina, obtida pela posição de Manex Silva no Mundial sub-23, e duas vagas femininas, conquistadas pelo Mundial adulto e pelo ranking de nações da temporada 2024 2025. Ainda existe uma possibilidade remota de uma terceira vaga feminina por realocação, com o Brasil ocupando a 19ª posição nessa lista.

No esqui estilo livre nas provas de slopestyle e big air, Dominic Bowler já soma a pontuação mínima exigida, mas precisa cumprir o segundo critério de elegibilidade. Ele terá apenas duas oportunidades para isso, nas etapas de Aspen e Laax, onde precisa terminar entre os 30 melhores em ao menos uma prova. Zerado no ranking pré-olímpico, Bowler precisa reduzir uma diferença de 90 pontos para entrar na zona direta de classificação ou avançar na lista de realocação.

Situação semelhante vive o snowboard cross. Noah Bethonico tem pontuação suficiente, mas precisa alcançar um top 30 em uma etapa da Copa do Mundo. Ele terá duas provas na etapa de Dongbeiya, na China, entre os dias 16 e 18 de janeiro. Atualmente com dois pontos no ranking pré-olímpico, Bethonico está a 45 pontos da zona de classificação, mas caso cumpra o critério técnico, já sobe para a sexta posição na lista de realocação.

No snowboard slopestyle e big air, Luca Mérimée Mantovani também depende das etapas de Aspen e Laax para alcançar um top 30 e validar sua elegibilidade. Zerado no ranking pré-olímpico, ele precisaria reduzir uma diferença de 81 pontos para alcançar uma vaga direta ou avançar pela realocação.

No snowboard halfpipe masculino, o Brasil aparece em posição favorável. Pat Burgener ocupa o sexto lugar do ranking pré-olímpico com 288 pontos e está praticamente garantido. Augustinho Teixeira é o 23º colocado com 56 pontos e, no momento, segura a antepenúltima das 25 vagas disponíveis. A margem é mínima, com apenas quatro pontos de vantagem sobre o primeiro atleta fora da zona de classificação, o que torna decisivas as duas etapas restantes.

No feminino, Priscila Cid entrou recentemente no ranking pré-olímpico ao terminar em 16º lugar na etapa de Calgary. Com isso, cumpriu os dois requisitos exigidos e soma 15 pontos, ocupando a sexta posição na lista de realocação. A diferença para a zona direta de classificação é de 51 pontos.

No biatlo, Gaia Brunello aparece na 12ª posição do ranking olímpico feminino, já considerando a exclusão dos países classificados via Copa do Mundo. Com 110,99 pontos, ela assegura provisoriamente a última das vagas disponíveis, com pouco mais de dois pontos de vantagem sobre a primeira atleta fora da zona de classificação.

No skeleton feminino, Nicole Silveira vive uma situação confortável. Com 608 pontos, ela ocupa a 13ª posição do ranking internacional e estaria com a quinta das 11 vagas únicas destinadas a países. A vantagem para a primeira atleta fora da zona é de 324 pontos, restando apenas duas etapas para o fim do ciclo.

Entre os homens, Eduardo Strapasson tenta uma vaga inédita para o Brasil. Ele é o 45º no ranking geral e ocupa a quinta posição na lista de realocação. A diferença para a zona direta de classificação é de 90 pontos, com três provas restantes da Copa América em Lake Placid. A vaga automática é difícil, mas a possibilidade de entrar entre os primeiros da realocação mantém o brasileiro na disputa.

Com poucos dias restantes no calendário de classificação, o Brasil chega à reta final das Olimpíadas de Inverno com múltiplas frentes abertas e decisões que prometem definir o tamanho da delegação nacional em Milão Cortina 2026.

(Informações R7)

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