Restrição a municípios pode inviabilizar produção de carvão vegetal em MS
Estado – 30/07/2008
Restrição a municípios pode inviabilizar produção de carvão vegetal em MS
Dez mil desempregados. Esse é o número de postos de trabalhos que poderão ser fechados em Mato Grosso do Sul caso o comércio de carvão vegetal continue vetado em sete municípios do estado. O Ministério Público Estadual está impedindo que a MMX consuma a matéria prima produzida em Corumbá, Ladário, Miranda, Bodoquena, Jardim, Guia Lopes e Bonito.Os números são do Sindicato das Indústrias e dos Produtores de Carvão Vegetal do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindicarv) que considerou, no levantamento, os empregos gerados pela cadeia produtiva na região, responsável por 37% do carvão vegetal produzido no estado.Para o presidente da entidade, Marcos Brito, se a situação continuar, poderá inviabilizar o setor. “A MMX precisa ter igualdade mercadológica, como qualquer outra empresa. Se isso não acontecer, existe a possibilidade dela fechar as portas”, alerta o presidente.Brito ressalta que a empresa siderúrgica respeita, rigorosamente, a legislação ambiental e as normas para aquisição de carvão vegetal. “Não é justo para a MMX, para a indústria de carvão vegetal, muito menos para a economia do Mato Grosso do Sul. Quem produz riquezas e gera empregos legalmente, não pode ser impedido de trabalhar”, comenta.Em documento, encaminhado ao MPE na última semana, o Sindicarv declara apoio à MMX e alerta sobre a importância do setor para o estado. “No momento em que o Brasil cresce […], o Estado detentor do timbre de maior produtor de carvão vegetal do país deve se esmerar a cumprir seu papel dentro da sociedade nacional e desenvolver a cadeia produtiva de forma consciente e igualitária, proporcionando a livre concorrência entre as empresas, levando se em conta ainda que tal situação gera e garante às comunidades locais, crescimento e progresso”.



