Responsável por ‘infectar’ 400 mil no Orkut , diz não ser cruel
Internet – 14/01/2008
Ele decidiu dar um tempo. Depois de causar rebuliço no Orkut, ao espalhar um vírus que infectou mais de 400 mil usuários, o estudante e programador por hobby Rodrigo Lacerda passa agora dias tranqüilos ao sol de João Pessoa, na Paraíba. Bem longe do computador e das milhares de mensagens raivosas na rede social que o qualificam como idiota, amador e retardado, só para ficar nos adjetivos publicáveis. Há até uma comunidade intitulada Procurado: Rodrigo Lacerda, cuja descrição é ajude a encontrar esse marginal.Achá-lo não é fácil. Ele sumiu há quase um mês da web. Não dá as caras no fórum de programação no qual é administrador; não escreve no blog; o perfil no Orkut foi excluído; o e-mail não existe mais; no celular, só dá caixa postal. Onde foi parar o cara que bagunçou o Orkut? Estou em férias, disse ao Link, em sua primeira entrevista após o furdunço que causou na rede. Só pensarei em internet em fevereiro, quando voltar a São Paulo.As férias de Lacerda começaram quatro dias após seu experimento no Orkut, no que se tornou o maior ataque já registrado no site até hoje. Em 18 de dezembro, ele lançou um código malicioso um script que se alastrava como praga em plantação. Funcionava assim: uma pessoa recebia de um amigo uma mensagem no scrapbook com votos de um feliz 2008. Quando lia a mensagem, uma cópia era automaticamente enviada para os amigos da lista.Não bastasse o spam, o infectado ainda era automaticamente adicionado na comunidade Infectados pelo vírus do Orkut. O crescimento no número de usuários da comunidade foi incrível. Comecei às 19h30 do dia 18. Às 4h do dia 19, eram mais de 400 mil membros, conta. Há um vídeo na web que mostra a velocidade: cerca de mil novos membros por segundo. Veja em http://tinyurl.com/37cv2c.Segundo Lacerda, o código foi criado a partir de uma falha achada no Orkut. Um indiano me mostrou e vi que ela permitiria rodar um código no campo de mensagens. Em 15 minutos, fiz o código e o coloquei no scrapbook de um amigo. Aí começou o efeito em rede, diz. Não era um vírus, pois não instalava nada no PC da pessoa. Mas chamei de vírus pois o código se alastrava muito rapidamente, como um vírus de computador.O Google, dono do Orkut, agiu logo e, por volta das 4h do dia 19, a brecha já tinha sido solucionada. Procurada pelo Link, a empresa só enviou um comunicado. A equipe do Orkut trabalhou até tarde da noite para corrigir a questão, diz a nota. Esperamos que o ocorrido não tenha causado muitos inconvenientes aos usuários.
Fonte: Estadão



