Respeito à sociedade e funcionários também se reflete na normalização das entregas
Correios – 01/10/2009
A greve nacional dos empregados dos Correios atingiu apenas 10% do efetivo da empresa no Mato Grosso do Sul. Dos 1.400 funcionários no estado, pararam 149 no dia de maior adesão, sendo a maioria carteiros. A greve comprometeu parcialmente a distribuição, mas garantimos a entrega normal de objetos urgentes, como Sedex, malotes e telegramas.
No caso específico de Dourados, houve uma adesão de 43% do efetivo do Centro de Distribuição Domiciliária, entre os dias 17 e 22/09, período esse descontado do pagamento dos trabalhadores. Assim que os empregados parados retornaram às suas atividades na terça-feira (23/09), teve início o pagamento de duas horas extras diárias, inclusive no sábado, 26/09. Para que pudéssemos restabelecer a normalidade dos serviços prestados à sociedade douradense, os carteiros fizeram distribuição de correspondências também no domingo, recebendo, para isso, o valor referente ao repouso remunerado. A situação da distribuição de correspondências em Dourados já se encontra dentro da normalidade.
A pouca adesão à greve reflete a percepção da categoria de que a proposta da empresa é boa. Mais uma vez o governo Lula contempla um reajuste salarial acima da inflação, com ganho real. São sete anos de recomposição real no poder aquisitivo. Mas não há como repor todas as perdas acumuladas em governos anteriores de uma só vez. É inviável economicamente e quebraria a empresa e os sindicatos sabem disso.
Destacamos também que os carteiros obtiveram no ano passado um adicional extra de 30% nos salários, além dos reajustes acima da inflação que vêm obtendo ano a ano. Dessa forma, os carteiros tiveram nos últimos anos ganhos bem acima das outras categorias. Isso é um fato.
A greve é resultado, sobretudo, da disputa política entre centrais sindicais. O movimento sindical se pulverizou em várias centrais que hoje disputam entre si os sindicatos de base. E cada uma quer parecer mais combativa que a outra, se deslocando da realidade das categorias. A pequena adesão à greve reflete isso.
Um carteiro em início de carreira recebe hoje um salário base de R$ 648,00. Com o reajustes imediato de 9% e o aumento de R$100,00 a partir de janeiro de 2.010 o valor passaria pra R$ 806,00, correspondendo a uma reajuste de 24,43%, válido para dois anos. Acrescentando-se ao salário inicial os 30% de Adicional de Distribuição, e os vales alimentação e cesta, o valor recebido por um carteiro que trabalha de segunda sexta-feira passaria de R$ 1.392,00 para R$ 1.661,00. As propostas de reajuste dependem de aceitação da categoria para que sejam efetivadas. Até o momento, 17 sindicatos do País aprovaram a proposta, faltando apenas mais um para dar o quorum necessário.
A empresa tratou a greve seguindo a legalidade, pois entendemos que se trata de um direito constitucional, isso não se discute. Mas é um instrumento que precisa ser usado com responsabilidade. Empurrar uma categoria para uma paralisação por conta de disputa política entre centrais é uma temeridade. Isso leva ao enfraquecimento do próprio instrumento da greve por parte dos sindicatos. A empresa avançou na negociação, cedeu em diversos pontos, aumentou o índice do reajuste de 4,5% para 9%. Por fim a própria direção da Federação considerou a proposta boa e orientou a aprovação. O Dieese (Departamento de Estudos Econômicos que assessora os sindicatos) também foi categórico na sua análise da proposta considerando-a um avanço que pode inclusive servir de parâmetro para outras categorias.
Finalizamos esperando poder continuar contando com a confiança da sociedade douradense nos Correios. Queremos continuar prestando um serviço público e de qualidade para todos.
Fonte: Folha de Dourados



