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Repórter é presa por engano em Ponta Porã

Policial – 29/05/2009

Operação ‘suspeita’ constrangeu profissional da imprensa no centro da cidade.Numa operação montada e desmontada às pressas na Rua Guia Lopes, em frente ao União Tênis Clube, uma repórter do Jornal da Praça foi ‘detida’ na manhã de ontem por policiais militares, após ser abordada pilotando uma motocicleta de origem estrangeira. O que aparentemente seria um trabalho de rotina acabou se transformando num festival de trapalhadas. A repórter estava se dirigindo ao JP, quando na Avenida Brasil passou a ser ‘seguida’ por uma viatura da PM. No cruzamento com a Rua Guia Lopes ela foi obrigada a virar na direção da blitz. Ela chegou a apresentar os documentos pessoais obrigatórios e os da motocicleta, informando que residia no Paraguai. Mas bastou dizer que trabalhava no Jornal da Praça, para os procedimentos tomarem outro rumo. Ao ser informado que a jovem se tratava de uma funcionária do JP, o policial mandou recolher a moto e encaminhar a jovem para o 1º Distrito Policial, para ser “autuada em flagrante por descaminho”. Ela então decidiu ligar para o editor-chefe do jornal para informar o que estava ocorrendo. O simples fato de ter dado o telefonema quase lhe custou um flagrante, por “desacato à autoridade”. Segundo a jornalista, o oficial disse que ela não poderia ter ligado. Ela então questionou o militar sobre seus direitos, inclusive o de dar um telefonema, ao que ele teria sido enfático: “Não tem esse direito”. Alertado sobre a arbitrariedade, o editor acionou a assessoria jurídica do jornal. Enquanto o advogado Fabrício Marques seguia para o 1º Distrito Policial, o repórter-fotográfico Léo Veras partia para o local da blitz para registrar o que estava acontecendo. Quando o oficial viu o fotógrafo, gritou para seus comandados: “A imprensa taí, acabou a blitz”. Em seguida, entrou no carro e sumiu. Constrangida, a repórter teve que acompanhar a PM até a delegacia. CONFUSÃO O oficial passou a dar ordens aos policiais que estavam na delegacia por telefone. Inicialmente, que a repórter fosse enquadrada por ‘descaminho, desacato. O vai e vem do ‘autua, não autua’ só cessou quando o advogado Fabrício Marques interferiu de forma mais vigorosa. Foi quando em um novo telefonema aos PMs, o policial finalmente mandou ‘suspender’ o boletim de ocorrência, informando que a motocicleta seria encaminhada à Receita Federal. Até a noite de ontem a jornalista não sabia com precisão para onde havia sido levado seu veículo. O editor-chefe do diário, jornalista Paulo Rocaro, lamentou o ‘tratamento’ que a Polícia Militar passou a dedicar aos funcionários do Jornal da Praça.

Fonte: Dourados Agora

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