Remoção de túmulo causa confusão no DF
País – 06/11/2007
Ao visitar o túmulo do filho no último Dia de Finados (2), a dona-de-casa Patrícia Sena e o policial militar Élio Sena tiveram uma surpresa: a sepultura havia sumido e os restos mortais, transferidos. Em 1996, Tiago Henrique, um bebê prematuro, foi enterrado no Cemitério de Taguatinga, cidade próxima a Brasília. “Quando chegamos aqui não tinha mais nada. Fiquei espantada”, relata Patrícia. “Fui com o meu pai na administração saber o que tinha acontecido e me pediram o nome dele (do filho). Digitaram no computador e disseram que realmente tinha sido retirado de lá, que o Diário Oficial informava que ia ser retirado. Aí, eu disse que o meu estava pago até 2011”, relata Patrícia. Inconformado, Élio Sena procurou informações no Diário Oficial, mas não encontrou nenhum comunicado sobre os restos mortais do filho. Segundo ele, a administração do cemitério argumentou que um decreto de 1999 autoriza a retirada dos corpos de pessoas que foram enterradas de graça. Mas esse, no entanto, não é o caso do filho do casal. “Eu quero que o lugar de direito dele após o falecimento seja dele novamente. Inclusive, não enterraram ninguém no local. Então, é melhor que o lugar dele seja resguardado. Eu quero que ele seja colocado de volta”, diz Élio Sena.
A denúncia chegou à Ouvidoria da Câmara Legislativa, que deve investigar o caso. (G1).
Fonte: Folha de Dourados



