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Relatório destaca avanços do Brasil no combate à fome

Geral – 12/11/2009

O Brasil é um dos quatro países citados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como destaque na diminuição da fome. 

É o que aponta o relatório Caminhos para o Sucesso, divulgado ontem (11) pelo órgão. Na próxima semana, mais de 60 chefes de Estado participam da Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, em Roma.

O estudo destaca o progresso feito por 16 dos 79 países monitorados pela FAO no combate à fome. O Brasil, a Armênia, Nigéria e o Vietnã são exemplificados como casos de sucesso por terem que conseguidos ou perto de atingir a meta de redução da fome em 50% até 2015. 

Segundo o relatório, esses países têm quatro pontos em comum que ajudaram na diminuição do problema: a criação de um ambiente para promover o crescimento econômico e o bem-estar social, os investimentos na população rural e nos grupos sociais mais vulneráveis, a garantia de que os avanços se mantenham e o planejamento de um futuro sustentável. 

A FAO cita o programa Fome Zero como um exemplo de estratégia para atingir os grupos mais vulneráveis e a população rural pobre. 

“O governo mobilizou autoridades locais e organizações da sociedade civil para apoiar a estratégia que envolveu a transferência de recursos para um fundo”, diz o relatório. 

Outra estratégia importante para reduzir a fome é o apoio aos pequenos agricultores. O documento conclui que este é um dos caminhos mais econômicos e eficientes para combater a pobreza da população das zonas rurais. 

“Cerca de 85% dos agricultores do mundo são donos de propriedades menores do que 2 hectares. 

Os pequenos agricultores e suas famílias representam 2 bilhões de pessoas, ou um terço da população mundial”. A Indonésia, o México e Serra Leoa são exemplos de países que desenvolvem estratégias inovadoras para apoiar esse público.  

O texto destaca ainda que em 1991 o Brasil tinha 15,8 milhões de pessoas subnutridas, 10% da população. Em 2005 o número caiu para 12 milhões, o equivalente a 6%. 

A FAO também afirma que o país teve a redução “mais impressionante” das taxas de crianças subnutridas entre os países em desenvolvimento, especialmente no Nordeste. 

Fonte: ABr

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