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Recorde de público permanece há 21 anos

Douradão – 25/02/2008

Sem receber uma grande partida de futebol há vários anos, a ociosidade do Estádio Municipal Fredis Saldivar voltou à tona com a interdição parcial do Morenão, em Campo Grande, quando se aventou à possibilidade do jogo válido pela Copa do Brasil entre Cene e Palmeiras ser realizado em Dourados. Mesmo que acabou prevalecendo o cacife político da capital, o fato provocou discussões na cidade de como dar vida ao Douradão, que figura entre os 20 melhores estádios do país.
 Pouco utilizado, exceto nas partidas em que o Sete de Setembro tem mando em jogo no Campeonato Estadual, o Douradão encontra-se em condições precárias em suas estruturas, carecendo de reformas urgentes, que viriam caso viessem a sediar a partida da Copa do Brasil. É o segundo maior estádio de Mato Grosso do Sul.
 Com capacidade para 30 mil espectadores, o Douradão foi inaugurado em 12 de abril de 1986, quando o Ubiratan perdeu para o Mixto-MT por 4 a 2. O primeiro gol oficial foi marcado por Ademir Patrício, do Leão da Fronteira. O público recorde de 18.780 pessoas foi registrado em uma partida histórica, em 1988, no empate em 1 a 1, entre Ubiratan e Operário de Campo Grande.
Com a obra do estádio só foi concluída no inicio de 1990, no governo de Pedro Pedrossian, uma segunda partida também ficou marcada como jogo oficial de inauguração, entre Fluminense (RS) e Internacional (RS), quando também foi entregue a iluminação do estádio.
Para que o estádio fosse útil à comunidade douradense, uma das idéias é a promoção de exposições obras artísticas, tornando o Douradão um local de acesso constante, como informou o jornalista Fábio Dorta, que acompanhou de perto a construção do estádio.
Fábio Dorta defende algumas providências no Douradão: “É importante tirar a sede da Guarda Municipal de lá, parar de utilizar o campo para peladas porque isso danifica o gramado e o espaço pode ser utilizado para salas de aula ou outras atividades quando não houver jogo de futebol”, disse o jornalista.
De acordo com o coordenador de esportes da Funced, Robson Araújo Ferreira, para que o estádio fosse melhor utilizado seriam necessários além da manutenção constante, amistosos com as grandes equipes do futebol brasileiro. “Antigamente existiam bons e mais clubes em Dourados o que fazia o torcedor ir até o estádio”, disse o coordenador, ressaltando que “existe carência de eventos tanto dentro como fora do estádio para sua valorização”.
O mesmo pensa alguns desportistas, como é o caso do vice-presidente do Sete de Setembro, o cirurgião dentista André Tetila, que considera o estádio um ponto para o desenvolvimento cultural de Dourados. “O Douradão não é palco apenas para competições esportivas; existem dentro dele salões para exposições de artes e ali também deve ser um local para grandes eventos como shows entre vários eventos sociais”, enfatizou André.(Aliny Fernandes).

Fonte: Folha de Dourados

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