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Rapaz é morto a facadas dentro de hospital em Coronel Sapucaia

FRONTEIRA – 25/09/2009

      Waldemar Gonçalves – Russo 
 Em Coronel Sapucaia, no lado Sul-mato-grossense da fronteira seca com Cápitan Bado, no Paraguai, um rapaz de 23 anos foi assassinado com diversas facadas no interior do hospital da cidade, na noite de onteM
 Apontada como uma das cidades mais violenta do país conforme pesquisas, somente neste ano já foram assassinadas 12 pessoas no município que faz fronteira com o território paraguaio.
    Quanto ao crime ocorrido na noite de ontem, a vítima trata-se de Wanderley Ribeiro Filho.
    Informações constam que Wanderlei Ribeiro havia dado entrada no hospital apresentando uma perfuração produzida por arma branca, quando se encontrava em um bar na entrada da Vila Nova, na periferia da cidade, após ter sido socorrido por um grupo de amigos.
    Já  no interior do Hospital Municipal onde havia sido internado, a polícia apurou que a mesma pessoa que havia esfaqueado o rapaz no bar, entrou no quarto aonde ele estava e de posse provavelmente com a mesma faca, veio a desferir vários golpes contra o rapaz, matando-o sob a cama.
    Antes de fugir, o criminoso Roberval da Silva, deixou a faca cravada no pescoço do rapaz.
     Wanderlei Ribeiro foi morto a facadas por volta das 23h30 e segundo apurou a polícia o autor do crime que seria Roberval da Silva, de 25 anos, foi preso pela Polícia Militar algumas horas depois, ainda em flagrante, quando tentava se esconder em uma casa.
    O criminosos será transferido ainda hoje pela manhã  para o presídio de Amambai, onde aguarda julgamento por homicídio doloso.
    CIDADE VIOLENTA
    Com relação ao alto índices de violência no país, Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, esta entre as mais violenta segundo pesquisas, com 107,2 homicídios para cada 100 mil habitantes, depois dela vem Coloniza, no Mato Grosso, com taxa de 106,4 homicídios. As duas cidades ocuparam respectivamente a primeira e segunda colocação do ranking.
    O diretor de pesquisas do Instituto Sangari, Julio Jacobo Waiselfisz, afirmou ontem, em audiência pública na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Violência Urbana da Câmara dos Deputados, que as taxas de violência e de homicídios no Brasil cresceram significativamente nos últimos anos no interior do país, mas se mantiveram estáveis na maior parte das regiões metropolitanas.
    Na análise por faixa etária, os jovens de 15 a 24 anos se consolidaram como principais vítimas dos atos violentos.
    A taxa global de mortalidade da população brasileira caiu de 633 em 100 mil habitantes em 1980 para 553, em 2007. Entre os jovens, ficou estável, passando de 128 para 129 no mesmo período. “A esperança de vida da população em geral melhorou sensivelmente nas últimas décadas, mas isto não aconteceu na juventude, devido, principalmente, às mortes violentas”, afirmou o pesquisador, autor do Mapa da Violência nos Municípios, estudo que analisa a mortalidade causada por homicídios, com foco especial nos crimes contra jovens, por acidentes de transporte e por armas de fogo.
    Segundo Julio Jacobo, a interiorização da violência no Brasil tem como principais explicações a prioridade do Fundo Nacional de Segurança Pública para os investimentos em capitais e regiões metropolitanas violentas, descentralização do crescimento econômico com pólos destacados no interior e a melhoria na captação dos dados de mortalidade. “No interior há muitas áreas com pouca presença da segurança pública. [Essas áreas] se apresentam como um terreno praticamente virgem para ser explorado pela criminalidade”, ressaltou Julio Jacobo.
    Entre as 30 cidades mais violentas do Mapa da Violência de 2008, o último divulgado, figuraram apenas duas capitais. Recife (PE), na nona posição, com taxa de homicídios de 90,5 para cada 100 mil habitantes e Vitória (ES), na décima terceira posição, como taxa de 87 para cada 100 mil. “As taxas podem ser um reflexo da incidência do contrabando e da pirataria na vida da população das cidades de fronteira”, avaliou Julio Jacobo acrescentando “O mapa é importante para ver quais municípios têm índices de violência elevados e serviu para nos dar um panorama do que acontece nos interiores. É um termômetro que indica que determinado município está com febre”, acrescentou. (Com informações sobre a pesquisa da violência da Agência Brasil)  

Fonte: Folha de Dourados

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