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Quem mudou foi o PPS, diz Geraldo

Política – 08/11/2007

O deputado Geraldo Resende disse estar tranqüilo em relação à ação do PPS, que acionou o TSE pedindo a vacância do cargo e a substituição dele pela 13ª colocada na lista de suplentes da última eleição em MS. Geraldo acredita que a postura do PPS e do seu líder, Roberto Freire, reflete um desespero de causa e se resume a uma tentativa estapafúrdia de forjar uma situação que não se sustenta.
 
“Tenho claro que não abri mão dos meus princípios, que aprendi com meus pais, ainda criança e que norteiam a minha vida muito antes de me tornar um homem público. Já em relação ao PPS, não posso dizer o mesmo. O partido, com um ideário de esquerda, ao qual me filiei há mais de onze anos, já não é o mesmo. Afastou-se das suas convicções ideológicas e, lamentavelmente, perdeu o vigor e a clareza do seu primeiro ideário tornando-se uma lembrança pálida daquilo que já foi um dia” pondera Geraldo.

 
O deputado argumenta que a tentativa de resgatar alguém como a professora Mara Carrara, que teve uma votação inexpressiva na última eleição e deixou o PPS há muito tempo só evidencia o oportunismo partidário e enfraquece os argumentos da tentativa de tirar-lhe o mandato.
 
“É um jogo de cena. Trazer a professora até Brasília, para formalizar uma ação junto ao TSE é um sinal de fraqueza. O PPS parece não confiar no resultado da ação que tramita no Supremo Tribunal Federal, instância máxima do Poder Judiciário e tem necessidade de criar factóides. Lamento que o partido onde vivi bons momentos esteja sujeito aos caprichos de um líder personalista, que só contribui para reforçar o isolamento em que se meteu o PPS”, diz Geraldo.
 
O deputado relembra que, por ser médico, sempre defendeu a saúde. O PPS, que está na origem da criação da CPMF, hoje joga contra a principal fonte de financiamento do SUS. Quando o PT chegou ao poder, o PPS não só o apoiou como emprestou alguns dos seus melhores quadros, como o deputado Ciro Gomes, para ocupar os ministérios de Lula. Hoje, o partido está na oposição ao governo. E a oscilação de posicionamento, as divergências de idéias fizeram com que o PPS perdesse quadros de expressão nacional, como o próprio Ciro e o Governador de Mato Grosso Blairo Maggi.
 
“Agora, o PPS tenta confundir a opinião pública usando trechos da minha carta de despedida do partido como prova de que eu não tinha motivos para sair. Ora, não é da minha natureza agredir ninguém. Sair fechando as portas de um lugar onde estive tanto tempo. Isso, no entanto não muda a realidade do isolamento a que fui submetido nos últimos anos. Sempre fui um homem de partido e de posições claras. Perdi muitas batalhas internas no PPS. E a minha proximidade com Ciro e com Blairo terminaram por reforçar esse isolamento”, argumenta o deputado.

 
Geraldo conclui dizendo confiar no equilíbrio e na decisão da Justiça. “Tenho uma vida inteira de serviços prestados à gente da minha terra. E tenho a consciência limpa. Fiz sempre o meu melhor e é assim que vou continuar agindo, defendendo os interesses do Mato Grosso do Sul e de Dourados”, finaliza.

Fonte: Folha de Dourados

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