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Quebra da soja deve atrapalhar negociação em MS

Estado – 09/04/2009

Custo alto e baixa produção da soja podem impedir o pagamento de empréstimos concedidos a produtores rurais da região sul do Estado, responsável por 60% da soja sul-mato-grossense. Ao iniciar o plantio em outubro de 2008, os agricultores não esperavam a quebra da safra que estava por vir. Para piorar, os insumos haviam alcançado um preço maior que em 2007. Em busca de estratégias para minimizar as perdas, produtores se reuniram com o vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de MS – FAMASUL, Eduardo Riedel, nesta quarta-feira (08). Representantes do Banco do Brasil, principal credor no Estado, também estiveram presentes. Em algumas regiões as perdas chegam a 30% da produção. Segundo o assessor de agricultura da FAMASUL, Lucas Galvan, os produtores “não estão pedindo perdão das dívidas”. “O agricultor fica à mercê da sorte, pois paga caro para produzir e não tem garantias quanto à produtividade”, afirma. O seguro, que deveria trazer noites mais tranquilas, acabe sendo outro problema: “É caro e o nível de cobertura é baixa”, analisa Galvan. Em outubro do ano passado, no início do plantio de soja, os custos para produzir um hectare eram menores. Em Dourados, por exemplo, gastava-se pouco mais de R$ 1.090,00 para plantar os 10 mil m². Em 2009, a alta nos custos de produção de 48,2% obrigou o produtor a desembolsar R$ 1620,00 para produzir o mesmo espaço. O aumento ocorreu em todo o Estado. Em Maracaju o índice assusta: 72% entre 2006 e 2009. Ponta Porã e São Gabriel do Oeste acumulam altas superiores a 50% nesse período. Na conta do produtor, o fertilizante é o que mais pesa. O insumo representa em torno de 60% dos custos de produção.

Fonte: Sato Comunicação

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