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‘Punta Porã – Ponta Porã’, por José Tibiriçá Martins Ferreira

Localizada na divisa com o Paraguai pela Avenida Internacional com a cidade Pedro Juan Caballero, as duas cidades são consideradas irmãs e participam dos festejos por ocasião da comemoração do aniversario de ambas cidades, campanhas de vacinação e há um intercâmbio no uso da mão-de-obra e o câmbio do dinheiro de ambos os países que circulam no comercio livremente. O acesso às duas cidades é muito fácil,
estudantes universitários nas faculdades dos dois países se integram muito bem, trazendo divisas para as duas cidades.

A maioria da população nativa além de terem praticamente a influência cultural na alimentação, usa o tereré (ê) pronúncias óxitonas diferenciadas e música, usam na comunicação verbal o dialeto Jopara que significa mescla, ou seja, uma mistura de termos trilíngues, guarani, espanhol (castelhano) e português, exemplos: mbae’ichapa la porte, tranquilopa chamigo kuéra e assim por diante.

O nome original Punta Porã foi o primeiro, recebido dos primeiros ervateiros que ali chegaram do sil do Brasil a partir de 1892 ao vilarejo surgido ao redor de uma lagoa, a lagoa de nome Punta Porã, lugar de parada onde começou o comércio da erva mate. Muitos abandonaram a profissão e resolveram se instalar definitivamente no local, surgindo assim a cidade que emancipou-se do Município de Bela Vista em 18 de julho de 1912 através do decreto 617.

Ponta Porã já foi Território Federal pelo período anual de 1943 a 1946, criado pelo Presidente Getúlio Vargas com a finalidade de acabar com o domínio inglês que tinha o monopólio na exploração da erva mate no estado, existiu de 13 de setembro de 1943 a 18 de setembro de 1946.

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