Puccinelli não aceita crítica e exclui Marquinhos Trad
Racha na Base Aliada – 10/04/2008
Excluído da base aliada pelo governador André Puccinelli, ontem, por condenar publicamente a postura do governo quanto à devolução dos valores cobrados indevidamente pela Enersul em três anos, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa do Estado, deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), admitiu esta manhã que poderá perder a função que hoje ocupa na Casa.’Posso perder se for a vontade do governador. Ele tem maioria na comissão e pode regimentalmente haver mudança na presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Pode me excluir da presidência da CCJ, como fui excluído da base aliada’, afirmou Marquinhos esta manhã, em entrevista na FM Capital.A discordância sobre a devolução da Enersul que gerou decisão do governador André Puccinelli de excluir o deputado Marquinhos Trad da base aliada na Assembléia foi a ‘explosão’ de uma insatisfação que já vinha desde o ano passado, com as posições do parlamentar contra propostas do governo do Estado. Marquinhos Trad foi contra propostas como a taxa da Defensoria Pública, a nova taxa do Detran para contratos de financiamento de veículos e outros projetos do Executivo. ‘Só divergi até agora do Executivo nas questões que mexem no bolso do consumidor’, justificou Marquinhos. Em meio à crise, o parlamentar peemedebista disse que ainda não esteve com o governador André Puccinelli, depois de suas manifestações esta semana da tribuna da Assembléia, quando discordou publicamente da postura de Puccinelli junto à Aneel. ‘Todavia soube através da imprensa que eu teria sido excluído da base aliada dele na Assembléia’, afirmou.Indagado se teria chamado André de ‘traidor do povo’, Marquinhos Trad negou. ‘Não o chamei de traidor. Fiz colocação da tribuna de que ele preferiu ficar ao lado da arrecadação do Estado ao invés de defender interesse da população do Estado’, declarou esta manhã. ‘Eu adotei posição de ficar ao lado da população’, emendou. Segundo ele, na sexta-feira, tomou conhecimento de um ofício do governador que teria chegado à Aneel consentindo que deveolução pudesse ser feita em 36 vezes e não à vista e em dobro como a CPI da Enersul estava defendento, alegando que do contrário poderia abalar saúde financeira tanto da empresa quanto do Estado. Ontem, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jerson Domingos, já tinha evidenciado todo o mal estar com as declarações feitas na Casa contra o governador André Puccinelli. Chegou a dizer que não toleraria ataques de ‘deputado petista’, advertindo que ele e André não aceitam o ‘joga pedra na Geni’.Marquinhos Trad continua, porém, mantento a mesma postura. ‘Eu tenho que ter o direito de divergir’, disse esta manhã. E chegou a dizer quena verdade nunca foi mesmo da base aliada do governador André Puccinelli. ‘Nunca fui da base aliada do governo. Sou da base aliada do meu Estado. Eu não posso ser escravo de uma autoridade’, continuou o parlamentar. ‘Não posso ser punido por expressar minha consciência’, insistiu.
Fonte: Folha de Dourados



