Proprietário de chácara é acusado de cometer crime ambiental e perturbação da tranquilidade
Área fica localizada na saída para Itaporã ao lado da Aldeia Jaguapirú
Denúncia – 28/04/2008
No último final de semana foi registrado no 1 º DP um Boletim de Ocorrência de perturbação do sossego contra o proprietário da chácara Charrúa, Jeammar. Conforme o Boletim, na noite de sábado(20) para domingo(21) foi realizada uma festa denominada “O Luau” que teve início por volta das 16h de sábado e terminou por volta das 6 da manhã de domingo, com som de alta potência. Moradores vizinhos da chácara, inclusive indígenas disseram que esta não é a primeira vez em que festas abertas ao público são realizadas no local.
Inclusive na entrada próximo à rodovia existe uma faixa indicando o local da festa.
Procurado para falar sobre o assunto, o proprietário não estava no local para falar sobre o assunto e de acordo com informações de funcionários da chácara, ela é alugada constantemente para esse tipo de festa e que o mesmo não permanece no local durante o evento.
Um dos moradores mais antigos da Reserva Indígena, senhor Marco Ortiz, de 90 anos, mais conhecido com “Tio Marco” e vizinho da chácara se mostrou indignado com a falta de respeito com as pessoas que vivem na Reserva e próximas a ela. Segundo seus familiares ele “não conseguiu dormir naquela noite, o batuque era muito alto. Não existe isso em nossos costumes. Esperamos que as autoridades tomem uma providência o mais rápido possível. O nosso pai está com a idade muito avançada, saúde debilitada e necessita de repouso”, afirmou a sua filha.
De acordo com informações das Secretarias de Habitação e Serviços Urbanos, de Planejamento e de Finanças, o proprietário não possui alvará para a realização de festas com entradas pagas, e também para venda de bebidas alcoólicas depois das 22h.
Crime
Além da perturbação do sossego, o proprietário rural Jeammar de Mattos Oliveira, dono da chácara Charrúa, localizada na saída para Itaporã, ao lado da Aldeia Jaguapirú, em Dourados é suspeito de vender terras de sua propriedade ilegalmente para empresas da região.
Em uma área de mais de cinco hectares existe uma enorme cratera, medindo quatro mil m2, com três metros de altura. Segundo denúncia, caminhões estariam retirando terra do local que serviriam de aterro para construções imobiliárias e lojas de paisagismo.
Testemunhas afirmam que tem dias que o trânsito de caminhões pela estrada que leva até a chácara é intenso e que nada tem sido feito para deter esse tipo de crime.
O Instituto do Meio Ambiente, IMAM, disse a redação do folha de dourados que desconhece a ação do proprietário e que até o momento não existe nos registros qualquer denúncia. (Bárbara Palomanes)
Fonte: Folha de Dourados



