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Promotor reforça ligação do PCC com morte de Maksoud

Capital – 16/05/2008

O promotor Paulo César Passos reforçou ligação do PCC (Primeiro Comando da Capital) com a morte do advogado criminalista Willian Maksoud. Hoje, no julgamento de Paulo Eduardo Nepomuceno Alves, o Peréu, o promotor pede a condenação do réu por homicídio e formação de quadrilha.Alves é o quarto envolvido no assassinato, que vai a julgamento, que acontece nesta sexta-feira na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. No mesmo processo, já foram julgados: Edson Ferreira, o Rato – condenado a 23 anos e oito meses de prisão -, Eliel dos Santos Pires – condenado a 10 anos de prisão – e o irmão de Eliel, Edmilson, condenado a 26 anos de prisão. Alves nega participação no caso. Entretanto, o MPE (Ministério Público Estadual) rebate os argumentos do preso.Segundo o promotor, existem provas que, inclusive, apontam ligação da facção criminosa no assassinato. Ele explica que a contabilidade do PCC revela que Alves era o fornecedor de armas para a facção.Provas testemunhais também confirmam a tese da acusação, conforme o promotor. Ele ressalta ainda que na ocasião em que Alves foi preso, a polícia encontrou várias armas com ele.Defesa – Já o defensor público Fábio Rombi, mantém a negativa de participação. Ele afirma que na contabilidade do PCC havia valores referentes à compra de armas, no entanto, o documento não aponta quem forneceu.Ainda conforme Rombi, o réu Edson Ferreira acusa Alves apenas em depoimento à polícia, afirmação negada em juízo.
O quinto acusado de envolvimento com a morte está foragido. Rafael Carlos Mosqueda, acusado de ser o autor dos três tiros que atingiram o advogado. Ele fugiu e levou a pistola usada na execução.

Fonte: CG News

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