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Projeto Esperança continua atendendo catadores de papelão

– 11/08/2007

Em setembro de 2006, a equipe de reportagem do Quarta Coluna procurou o auxiliar de escritório Amir Tadeu de Matos, para saber sobre um programa que há cerca de dois anos vinha ajudando catadores de papelão que não possuem residência fixa na cidade de Dourados, o chamado Projeto Esperança.
Em março desse ano, nossa equipe esteve novamente no local e viu Amir em busca de um local para acomodar os catadores, já que se abrigavam no antigo ginásio do CAD (Clube Atlético Douradense) que irá se transformar em um condomínio residencial.
Hoje, já fora do antigo local, e depois de serem expulsos de uma construção próxima a uma universidade privada, cinco catadores de papelão vivem em um trailer, próximo à usina velha, que o auxiliar de escritório adquiriu com a doação feita por um empresário depois que deixaram o as ruínas do ginásio. “Com o dinheiro que me deram deu pra comprar e arrumar esse trailer ai”, diz enquanto toma o chimarrão para se aquecer do frio.
Outro que acompanhava o chimarrão era Jermino Franco Martins, o “Tiquinho”, que está a três anos no projeto. “Eu trabalhava em fazenda antes, fiquei desempregado e comecei catar papelão”. Questionado sobre a família, Tiquinho disse ter casa, mas gosta de ficar com os amigos. “Minha mãe mora aqui em Dourados, no bairro São José, tenho parentes também, mas gosto de ficar aqui com o pessoal”, disse o catador.
O sonho de Amir é construir um barracão possuindo alojamento com quarto individual e banheiro para as pessoas, já que onde estão, o banheiro é uma “casinha” improvisada, feita de madeira sem as mínimas condições de higiene.
Ele já possui alguns materiais, mas o local onde possui o terreno fica longe do centro de Dourados. “Tenho madeiras, tenho telhas (…) falta mesmo areia e cimento. O terreno que tenho fica longe, no Jardim Guaicurus, o que pode dificultar a vida deles”, disse.  E não para por aí o sonho de Amir: “Eu quero fazer também oficinas, para que eles mesmo produzam seus carrinhos e possam buscar seu ganha pão”, disse.

Fonte: Quarta Coluna

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