Professores vão à Justiça para serem atendidos pela Cassems
Cassems – 26/08/2009
Professores da rede estadual de ensino, filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação, decidiram nesta quarta-feira, em assembleia na escola João Leite de Barros, recorrer à Justiça para voltar a receber atendimento pelo Hospital de Caridade de Corumbá. Tudo porque o atendimento particular aos conveniados da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) está suspenso pela instituição hospitalar. Os pacientes e dependentes do plano de saúde estão sendo atendidos como usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
A direção do Hospital discorda da proposta de ajuste na tabela apresentada pela Cassems porque os valores estariam defasados. A Cassems teria encaminhado uma proposta de 60% sobre uma tabela de cinco anos atrás, informou a direção. Os dois últimos repasses feitos foram de R$ 6 mil e R$ 20 mil. A última fatura, apresentada no dia 04 de agosto, e encaminhada para a Cassems, estava na faixa dos R$ 55 mil.
Da assembleia desta quarta-feira, além dos professores, também participaram representantes de outras categorias de servidores do Estado, como Polícias Civil, Militar, Bombeiros, Polícia Ambiental, Agepen e Saúde. “ Decidimos por meio de votação, que todos os segmentos estaduais de Corumbá entrarão com um mandado de segurança pedindo a suspensão do repasse de verbas para a Cassems da cidade, até que se resolva a questão de atendimento aos servidores estaduais de Corumbá”, explicou o presidente do Sinted, Luízio Spinoza. Ainda de acordo com Luízio, outro mandado de segurança também será impetrado contra a Associação Beneficente Corumbaense, que administra o hospital de caridade, pedindo o retorno do atendimento aos pacientes da Cassems. “Nessa medida judicial iremos solicitar ainda o reembolso dos servidores que tiveram gastos com atendimento de saúde particular por causa desse impasse”, afirmou.
A diretora adjunta da escola estadual Gabriel Vandoni de Barros, reforça a ideia de união da classe de trabalhadores. “ É preciso que todos os que utilizam o serviço do plano compareçam às assembleias, para que em conjunto, possamos tomar medidas democráticas e corretas, como tomamos hoje. Precisei de atendimento no Posto Médico do hospital e não tive atendimento, precisei ir em uma clínica particular”, protestou Raquel Guimarães do Prado.
O representante do Sindicato das Polícias Militar, Civil, Ambiental e Bombeiros, Adamor Abreu de Oliveira Filho, disse que o problema não é recente. “Há nove anos, sofremos com o problema de atendimento da Cassems. Nossos 300 filiados, querem uma atitude e, por isso, nos uniremos com os outros sindicatos para resolver essa situação.”
Fonte: Diarionline.com.br/JP



