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Professores e funcionários querem 10% de reajuste em MS

Escolas Particulares – 28/01/2010

Professores e funcionários de escolas particulares de Mato Grosso do Sul querem, no mínimo, 10% de reajuste salarial a partir de 1º de março, data base da categoria, informa Ricardo Martinez Froes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Mato Grosso do Sul – Sintrae/MS. Esse percentual, segundo ele, é o mesmo que – segundo o PROCON – as escolas têm cobrado de reajuste das mensalidades escolares este ano. “Portanto, é justo que os trabalhadores ganhem o mesmo percentual, ou mais, em seus vencimentos que firmaremos na nova Convenção Coletiva de Trabalho para vigorar este ano”, justifica o líder sindical.  Para definir um percentual que será reivindicado da direção das escolas particulares do Estado, o Sintrae está convocando a categoria (professores e funcionários) para participar de uma assembléia geral no dia 6 (sábado) de fevereiro na sede do sindicato (Rua João Pessoa, 491). Na oportunidade a categoria deverá discutir também outras questões que poderão ser inseridas na pauta de reivindicação junto à classe patronal.  Para o presidente do Sintrae/MS, a concessão desse mesmo percentual cobrado nas mensalidades e inseridos nos salários dos trabalhadores seria uma forma de valorizar a categoria, que é grande responsável pelo êxito das escolas. Ricardo Froes lembrou que os trabalhadores da rede pública têm sido constantemente valorizados economicamente tanto pelo Estado como pelos municípios. “O Estado, por exemplo, tem gradativamente melhorado os salários e as condições de trabalho de professores e funcionários”, explica o sindicalista alertando ainda que a rede privada corre risco de perder novos profissionais para o setor público, como tem ocorrido ultimamente. Muitos trabalhadores passaram em concursos públicos e podem ser chamados a qualquer momento, dificultando ainda mais a situação do setor privado. Somente valorizando economicamente os trabalhadores esse segmento teria condições de segurar esses profissionais. Riçado Fores pede o comparecimento maciço de professores e funcionários de escolas particulares, especialmente os auxiliares de educação, auxiliares técnicos, na assembléia geral do Sintrae no dia 6 de fevereiro. “Somente com a união de todos podemos avançar nas negociações”, explica.

Fonte: Folha de Dourados

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