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Professor da UFGD ganha menção honrosa do Prêmio Capes de Tese

Geral – 14/07/2009

O professor da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Sedeval Nardoque, receberá a menção honrosa do Prêmio Capes de Teses 2008, pelo segundo lugar conquistado na área de Geografia, com a tese de sua autoria “Renda da Terra e Produção do Espaço Urbano em Jales – SP”, defendida em  2007.
De acordo com o ofício assinado pelo presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães, a contribuição do Prof. Dr. Sedeval Nardoque “certamente será de extrema valia para o desenvolvimento e aprimoramento da área, bem como para o avanço da pós-graduação e do conhecimento científico de qualidade no Brasil”.
A tese “Renda da Terra e Produção do Espaço Urbano em Jales – SP” também rendeu uma monção honrosa à orientadora da pesquisa, Profa. Dra. Lúcia Helena de Oliveira Gerardi.
Inicialmente a tese foi escolhida a melhor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNESP (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro e então foi encaminhada à Capes para concorrer ao Prêmio Capes de Tese 2008. A partir daí concorreu com diversas teses de muitos programas de universidades de renome no Brasil. Receber a menção honrosa representou ficar em segundo lugar, atrás somente de uma tese defendida na USP. Portanto, a premiação da Capes coloca a tese como a segunda melhor do Brasil no ano de 2008.

O Prêmio de Teses comemora em 2009 os 58 anos da Capes e tem o objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) considerando os quesitos originalidade e qualidade. Para a terceira edição foram 487 teses inscritas.
 
A relação completa dos premiados pode ser obtida em:http://www.capes.gov.br/images/stories/download/diversos/Mencao_honrosa_Premio_Ed2008.pdf
 
Confira o Resumo da tese
 
NARDOQUE, Sedeval. Renda da terra e produção do espaço urbano em Jales – SP. 2007. Tese (Doutorado em Geografia) – Instituto de Geociências e Ciências Exatas/Universidade Estadual Paulista, 2007.
 

Esta tese tem como objetivo principal analisar a produção do espaço urbano em Jales e os principais agentes produtores. Para compreender essa produção, analisou-se a constituição das frentes de expansão e pioneira na apropriação da terra no Noroeste paulista. A apropriação ocorreu de forma ilícita por meio da grilagem de terras nas primeiras décadas do século XX. A partir do final da primeira metade desse século, foram fundadas cidades para incrementar projetos imobiliários com objetivos de fragmentar a terra em pequenas propriedades. Esse processo contribuiu para a desconcentração fundiária no extremo Noroeste, com predomínio de pequenos estabelecimentos rurais de base familiar e com diversificação agrícola. Os projetos imobiliários compuseram a gênese da rede urbana formada, na maioria, por cidades com menos de 10 mil habitantes. Jales foi a primeira cidade fundada na região e tornou-se o centro dessa rede urbana, pois concentra atividades comerciais e os serviços de maior complexidade regional. A drenagem de renda regional, principalmente fundiária, contribuiu e contribui para a produção do espaço urbano em Jales, principalmente através dos empreendimentos imobiliários destinados a residências e prédios comerciais e de serviços. A produção do espaço urbano em Jales é determinada por dois agentes principais: o poder público e os herdeiros do fundador Euphly Jalles. As relações desses dois agentes são pautadas pelos princípios do poder local, apresentando-se momentos de aproximação e outros de conflitos. Mas o propósito elementar dos Jalles é a extração da renda da terra por meio de suas modalidades (absoluta, diferencial e de monopólio) por possuírem terras sob seus domínios nos arredores da cidade, promovendo empreendimentos imobiliários e apropriando-se de ganhos imobiliários extraordinários através de contratos de enfiteuse.

Fonte: Folha de Dourados

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