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Produção de aço e vendas internas sobem em fevereiro

Geral – 19/03/2009

A produção brasileira de aço bruto alcançou em fevereiro deste ano 1,7 milhão de toneladas, um acréscimo de 2,3% em relação a janeiro. Dados divulgados ontem (17) pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) revelam ainda que a produção de laminados teve um aumento de 11% na comparação ao mês anterior, atingindo 1,1 milhão de toneladas.Em relação a fevereiro de 2008, a produção nacional de aço bruto caiu 39%. Em relação às vendas internas, o resultado apurado em fevereiro deste ano mostra crescimento de 0,8% sobre janeiro. Já em comparação a fevereiro do ano passado, a queda registrada alcança 47,2%. O vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes, disse à Agência Brasil que embora os percentuais tenham mostrado crescimento, eles ainda não representam o fim da crise no setor. “Isso não pode ainda ser considerado como uma retomada. Mas, sem dúvida é muito positivo, se considerar que fevereiro é um mês curto”, afirmou.Lopes acredita que há espaço para a manutenção desse ritmo de pequeno crescimento no decorrer do ano, apesar da crise externa. Ele reiterou que a grande preocupação da entidade continua sendo a preservação do mercado interno. E frisou que isso se consegue por meio de medidas de incentivo ao consumo. “Você tem aí duas variáveis que são vitais: o crédito e a política monetária, com a redução da taxa de juros básicos Selic”.O vice-presidente do IBS destacou a necessidade de mais medidas de incentivo ao investimento, por meio da desoneração, para estímulo ao setor privado, e do comprometimento do governo, no sentido de “deslanchar efetivamente o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”.Ele que medidas contra as importações predatórias estão entre as prioridades do setor siderúrgico. Marco Polo de Mello Lopes revelou que as importações de bobinas a frio, bobinas a quente e chapas grossas, produtos que ainda estão dentro da lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC), registradas no bimestre janeiro/fevereiro deste ano, representam 10,3% do consumo aparente do setor. Individualmente, as bobinas a quente e chapas grossas que entraram no mercado brasileiro superam 20% do mercado aparente.Lopes lembrou que “o mundo inteiro está se protegendo por causa da crise”. E sugeriu que o Brasil adote a mesma postura. “No momento em que você tem um mercado debilitado, o crescimento das importações não ajuda em nada. Nem ao setor e, na nossa visão, nem ao país”, disse. O vice-presidente do IBS defendeu que o governo brasileiro retome a TEC que vigorava antes de 2005, quando houve o “enquadramento político” do setor siderúrgico em uma lista de exceção. Na sua avaliação, isso teria sentido em uma situação de anormalidade, com falta de produto no mercado interno ou especulação de preço, “o que, decididamente, não aconteceu”.

Fonte: Dourados Agora

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