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Procurador de MS concorre a lista triplice que escolhe novo chefe da PGR

Geral – 21/05/2009

Teve início às 10h (horário de Brasília) de hoje a consulta destinada à formação da lista tríplice para Procurador-Geral da República, promovida pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).
O procurador de Mato Grosso do Sul, Blal Dalloul é candidato à formação da lista tríplice que será apreciada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Concorrem ao posto de chefe dos ministérios públicos federais ao cargo de procurador-geral da República Eitel Santiago (DF), Ela Wiecko (DF), Mário Ferreira Leite (PR), Roberto Gurgel (DF) e Wagner Gonçalves (DF).
Até 18 horas, cerca de 1.100 membros do Ministério Público Federal terminam a eleição.
O UOL trouxe hoje o perfil dos candidatos conheça:
Dalloul: candidato sinaliza distanciamento da cúpula
Os procuradores Blal Yassine Dalloul e Mário Ferreira Leite são vistos como candidatos que “correm por fora”, ou seja, com poucas possibilidades de surpreenderem na eleição de hoje.
Mesmo os que admiram o estilo conciliador de Blal Yassine Dalloul e reconhecem sua experiência administrativa fazem restrições à candidatura, pois entendem que o cargo de procurador-geral da República exige a passagem por todas as etapas da carreira e atuação nas Cortes Superiores.
Os votos a Blal e a Ferreira Leite, contudo, podem representar um termômetro da insatisfação da “base” do Ministério Público Federal em relação à cúpula da instituição. Há queixas de falta de comunicação e distanciamento entre a Procuradoria Geral da República e as unidades que não estão no eixo Brasília-São Paulo-Rio.
Procurador em Campo Grande (MS), Blal Yassine Dalloul conhece bem a máquina da Procuradoria, pois foi servidor de carreira antes de ser procurador. É a segunda vez que se candidata. Estimado, frequenta a lista de discussões da instituição na internet, em que revela um perfil conciliador.
Mário Ferreira Leite, procurador no Paraná, teve seu nome inicialmente vetado, porque não era sócio da ANPR e não tinha “condições eleitorais”.
Polêmico, foi muito criticado por ajuizar ação civil pública por improbidade contra Antonio Fernando, quando o procurador-geral reduziu a jornada dos servidores.
Gurgel: a opção pela continuidade no MPF
Roberto Gurgel é apontado como a opção da continuidade. Vice-procurador-geral -que é nomeado pelo procurador-geral-, ele conhece a administração e tem apoio de Antonio Fernando.
Gurgel é afável e bem conhecido na Procuradoria, pois cuidava dos concursos de ingresso na carreira, uma função estratégica.
Assim como Antonio Fernando, Gurgel é educado, mas não tem o perfil “combativo”, na opinião dos que querem um procurador-geral que defenda com firmeza a instituição. Tem pouca experiência nas áreas de direitos humanos e penal.
É casado com a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, experiente na área criminal e a quem o atual procurador-geral costuma delegar as ações penais mais polêmicas.
Wagner: crítica aberta ao presidente do Supremo
Wagner Gonçalves é um dos poucos no Ministério Público Federal que têm criticado abertamente o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mesmo oficiando no STF.
Foi o autor de parecer no qual defende o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, que foi acusado de desobedecer a decisão do presidente do Supremo ao decretar pela segunda vez a prisão do banqueiro Daniel Dantas.
Gonçalves apoia e incentiva o trabalho dos procuradores de primeira instância, tem a capacidade de ouvir e é claro em suas posições. É acessível à imprensa e crítico das deficiências do Legislativo e do Judiciário.
Ele foi corregedor-geral da Procuradoria e defende uma participação mais vigorosa da instituição no combate ao crime organizado.
Santiago: a opção conservadora na disputa
Eitel Santiago é visto como o mais conservador dos candidatos que disputam a sucessão no comando do Ministério Público Federal.
Ligado ao grupo do ex-procurador geral Geraldo Brindeiro, que deixou o cargo com a imagem de “engavetador-geral”, Santiago voltou recentemente ao Ministério Público, após ter ocupado uma secretaria no governo da Paraíba, quando Cássio Cunha Lima foi cassado ao ser acusado de abuso de poder eleitoral.
Tem experiência nas áreas criminal e de defesa do patrimônio. Exerce simultaneamente a advocacia (permitido por lei, já que ingressou na instituição antes de 1988), o que é visto com restrição por muitos colegas.
Wiecko: referência em direitos de minorias
Ela Wiecko é bastante articulada com entidades da sociedade civil ligadas à defesa dos direitos humanos e das minorias.
Com destacada atividade acadêmica, grande experiência em questões criminais, foi coordenadora da área dos direitos indígenas. Tem um perfil “progressista” e conta com a simpatia de setores do PT.
Na sucessão de Brindeiro, circulou a notícia de que ela seria escolhida por Lula. O vazamento teria desagradado ao Planalto, que ungiu Cláudio Fonteles.
Alguns colegas queixam-se de seu estilo impositivo. Mas, se for escolhida, deverá receber o apoio dos concorrentes.

Fonte: Midiamax

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