Prisão em Pedro Juan gera atrito entre Brasil e Paraguai
Polícia – 12/04/2008
A prisão de uma mulher em Pedro Juan Caballero ontem, por autoridades brasileiras, gerou um mal estar entre os governos do Brasil e do Paraguai. Máxima Rodríguez (70 anos) foi detida por policiais militares de Ponta Porã em território paraguaio, sob acusação de conduzir um automóvel que teria sido roubado no Brasil.
O veículo, supostamente levado do País em 2000, continuou retido pelas autoridades brasileiras, enquanto a idosa, proprietária de uma mercearia localizada a 15 metros da fronteira seca, foi liberada.
A prisão revoltou o chanceler paraguaio Rúben Ramírez Lezcano, que convocou ontem o embaixador brasileiro em Assunção, Valter Pelcy Moreira, para manifestar um “protesto formal e firme” pelo incidente. O vice-cônsul paraguaio em Ponta Porã, Francisco Espíndola, informou que a mulher deverá comparecer em 30 dias diante das autoridades brasileiras para explicar o fato.
Lezcano declarou que a suspeita de roubo não podia ser classificada como motivo para se violar a soberania territorial de um país. Moreira informou desconhecer o fato, mas pediu desculpas formais em nome do governo brasileiro, prometendo ainda entrar em contato com autoridades brasileiras para que o caso seja investigado.
Mato Grosso do Sul e o Paraguai compartilham uma extensa fronteira seca, e comumente são registrados crimes relacionados principalmente ao tráfico de drogas, contrabando e execuções. Na prática dessas ações, os autores costumam atravessar a fronteira para fugir das autoridades e, desta forma, dificultar investigações.
Fonte: Reuters/Ansa



