Prevenção: internet é aliada na luta contra a aids
AIDS – 21/08/2009
Um número cada vez maior de ONGs, serviços de saúde e gestores públicos já incorporou a internet nas ações de prevenção. As redes sociais, como Facebook, Twiter e Orkut, além dos blogs, são utilizadas por indivíduos ou grupos para difundir conhecimento e agregar pessoas e instituições. “As novas tecnologias de comunicação revolucionaram o processo. Hoje eu sou a minha própria mídia. A estratégia de prevenção deve contemplar a internet”, afirmou Marcio Schiavo da Comunicarte, uma empresa de comunicação que trabalha com HIV/aids. A declaração foi feita durante o seminário Prevenção das DST/Aids: Novos Desafios, organizado pela ABIA, no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde também já utiliza a nova mídia. O Departamento de DST e Aids mostrou dados que mapeiam o potencial da internet. São 54 milhões de usuários, a maioria acessa a internet das chamadas Lan House, e há um crescimento de atividades de lazer, educacionais e treinamento. Os homens que fazem sexo com homens são os que mais fazem com parceiros conhecidos na net. E esses encontros normalmente acontecem nos sites de relacionamento. Consulta pública”A internet permite que se faça uma consulta pública sobre determinada estratégia e é o que estamos fazendo com o Plano de Enfrentamento da Feminilização da Epidemia” informou Dulce Ferraz, assessora técnica do Departamento de DST e Aids. O Plano está disponível no site do departamento para consulta e tem um formulário para comentar. “Além da consulta pública, o Ministério da Saúde já identificou outras potencialidades da internet para a prevenção: comunidades virtuais, atividades de educação à distância, fóruns de debates, videoconferências e parcerias com os sites de relacionamento” disse. Outra ação foi a criação de um Fórum Virtual sobre DST/aids que, durante três semanas, funcionou com 12 salas de debate, materiais de referência, vídeos e outras informações. Foram 10.328 acessos e 861 intervenções de usuários. “Foi um público diverso com profissionais de saúde, gestores municipais, ONGs. Pessoas que normalmente não tem acesso a seminários presenciais, como este em que estamos, e que vieram ao Fórum aprimorar conhecimento”, completou Dulce.
Fonte: Agência de Notícias da Aids



