Presente de Natal é renovação e esperança
Natal – 25/12/2008
Natal é tempo de reflexão e perdão. É um momento de reunir a família para celebrar a vida e o nascimento do menino Jesus”. A afirmação do frei Anilson Vasconcelos retrata o espírito natalino que invade o mês de dezembro e altera a rotina das pessoas. Por toda a cidade é comum vermos imagens religiosas e presépios decorando as fachadas das residências e lojas comerciais, mas qual a origem do culto natalino? O Natal é a data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, a celebração ocorria em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o dia 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno, motivo pelo qual estudiosos acreditam que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração da data.
As antigas comemorações natalinas costumavam durar até 12 dias, tempo que os “três Reis Magos” levaram para chegar até a cidade de Belém e entregar os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, a comemoração dura todo o mês de dezembro e tem início com a montagem das árvores de Natal, a qual só é desmontada 12 dias após a festa. Cronologicamente, o Natal marca o ano 1 da História.
Na visão de frei Anilson, a data significa também renovação e esperança. “O Natal é a grande festa da Igreja, porque nesse dia recebemos um grande presente que é o nascimento do filho de Deus, que se faz carne para habitar o meio dos homens. O espírito natalino é imbuído do sentimento de perdão, que traz consigo a vontade de renovar-se, e a esperança. Precisamos ter esperança em dias melhores e olhar mais para o nosso interior, libertando-se assim do materialismo e do consumismo, tão em moda hoje em dia”, afirma.
Movido pela esperança em dias melhores, o vendedor de picolé Almir Almeida Paixão, conhecido como Almir do Picolé, realiza há 15 anos o ‘Natal da Solidariedade’ no povoado Piabeta, município de Nossa Senhora do Socorro. Durante a festa, Almir distribui presentes, lanches e cestas básicas às crianças carentes da comunidade. “Tudo o que faço é para ajudar essas crianças. Acredito que mesmo com pouco, podemos levar esperança e alegria às pessoas”, disse.
Fonte: Folha de Dourados



