Os efeitos dos temporais registrados em Dourados vêm sendo significativamente amenizados graças a um conjunto de ações preventivas e à resposta rápida das equipes municipais. Determinado pelo prefeito Marçal Filho, o trabalho de supressão de árvores, iniciado pela prefeitura em setembro do ano passado, aliado à atuação imediata da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), têm reduzido riscos e acelerado a normalização da cidade após episódios de ventos fortes e chuvas intensas.
Durante o temporal da noite de sexta-feira, quando rajadas chegaram a aproximadamente 100 km/h, 14 árvores de grande e médio porte caíram em diferentes pontos do município. Foi possível constatar que grande parte estava em boas condições estruturais, o que reforça que a queda ocorreu exclusivamente pela força do vento. Parte dessas árvores ainda atingiu a fiação elétrica, derrubando um poste, fiação da rede elétrica e deixando bairros sem energia.
Sem o trabalho preventivo realizado pela Prefeitura de Dourados, que está se antecipando às árvores condenadas e promovendo a supressão, bem como as ações da Defesa Civil e da Semsur no mesmo sentido, o impacto da última sexta-feira teria sido muito mais severo. “Num passado recebente, ventos de intensidade muito menor deixar grande parte da cidade isolada em razão de tantas árvores que caiam, mas atualmente os registros têm sido pontuais”, explica Johnes Santana, coordenador da Defesa Civil de Dourados.
A Prefeitura de Dourados, por meio do Instituto Municipal de Meio Ambiente, realizou o mapeamento de cerca de 400 árvores na região central que apresentavam risco de queda. Quase todas já foram suprimidas de forma técnica e planejada. Para cada árvore retirada, a administração municipal prevê o plantio do dobro de espécies nativas e frutíferas, ação que já está em andamento e deve ser concluída nas próximas semanas.
O coordenador da Defesa Civil destacou que a decisão de antecipar a supressão das árvores foi fundamental para reduzir os danos causados pelo temporal. Segundo ele, a medida determinada pelo prefeito Marçal Filho evitou consequências mais graves. Santana ressaltou que, mesmo com a queda das 14 árvores, os prejuízos foram menores do que poderiam ter sido, considerando a intensidade dos ventos registrados.

As regiões mais afetadas pelo temporal foram Vila Aurora, Jardim Universitário, Vila Matos, Monte Alegre e trechos das ruas Ponta Porã e Cider Cerzósimo de Souza. Técnicos da prefeitura acionaram a concessionária Energisa, e o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido ainda no sábado nos bairros que ficaram sem luz.
As equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iniciaram os atendimentos ainda durante a tempestade, priorizando a desobstrução de vias e a retirada de árvores e galhos que ofereciam risco imediato. Os trabalhos seguiram ao longo do fim de semana e continuam nesta segunda-feira, com ações de limpeza urbana, especialmente em canteiros centrais onde há grande volume de resíduos vegetais.
Para a execução dos serviços, são utilizados equipamentos como motosserras, pá carregadeira e caminhões caçamba, além do trabalho direto de equipes operacionais. Santana explicou que, além das 400 árvores suprimidas por meio do Imam com apoio de empresa terceirizada, outras intervenções foram realizadas diretamente pela Defesa Civil e pela Semsur em áreas de risco. A estimativa é de que, somando todas as frentes de trabalho, cerca de 1.000 árvores tenham sido suprimidas de forma preventiva em Dourados.
Segundo o coordenador, a combinação entre planejamento, prevenção e agilidade operacional tem sido essencial para garantir uma resposta rápida e eficiente à população diante de eventos climáticos extremos, reduzindo transtornos e aumentando a segurança nas áreas urbanas do município.


