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Prefeitura leva ação comunitária para as aldeias de Dourados

Geral – 31/03/2009

Em reunião com lideranças indígenas na escola Tengatui Marangatu o prefeito de Dourados Ari Artuzi firmou uma parceria com aquela comunidade e garantiu uma série de melhorias para as duas aldeias, Jaguapiru e Bororó. É o Ação Comunitária que vai até a reserva.
Entre essas melhorias estão o patrolamento e o cascalhamento das principais estradas de acesso na área. Porém, para que isso seja possível as lideranças devem pleitear junto ao Ministério Público a liberação da extração de cascalho que foi embargada.
Um dos representantes da comunidade indígena, Fernando Souza, relatou ao prefeito a situação dos índios, lembrando que a precariedade das estradas tem provocado diversos problemas. Um deles, de acordo com Fernando está ligado ao setor escolar. Em dias de chuva os ônibus que fazem o transporte de alunos não entram na reserva e as crianças perdem aulas. Na saúde a situação também se complica porque as ambulâncias e veículos da Funasa não conseguem trafegar.
Fernando de Souza garantiu que pela comunidade o cascalho está liberado para utilizar em benefício da aldeia e se comprometeu em encaminhar um documento ao Ministério Público, em nome de todas as lideranças, solicitando a liberação e justificando a utilização. O prefeito Ari Artuzi falou sobre as dificuldades do município que não dispõe de equipamentos para esse trabalho, mas afirmou que a reserva terá essas melhorias e adiantou que pretende resolver isso até o Dia do Índio, 19 de abril.
Ele informou que tem em torno de 1.700 quilômetros de estradas para cascalhar no município, mas precisa de máquinas e equipamentos. A Prefeitura de Dourados só possui uma pá carregadeira, que é essencial para essa atividade. Ari explicou que está negociando com o Governo do Estado, a possibilidade deste ceder algumas máquinas para que o serviço seja realizado. Mesmo assim a prefeitura deve iniciar ainda esta semana, algumas ações na aldeia, que não dependem de equipamentos.
A substituição de luminárias é um dos serviços que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) deve iniciar. De acordo com Fernando de Souza, algumas ruas da aldeia têm iluminação pública, mas em torno de 50 por cento estão queimadas ou quebradas. O líder indígena ressaltou que a falta de iluminação tem provocado insegurança à população, principalmente aos estudantes. Ele entregou um documento contendo várias reivindicações, o qual foi repassado para as secretarias municipais.

Fonte: Folha de Dourados

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