Prefeito licita folha e “quebra banco”
Porto Murtinho – 06/03/2008
O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), quer licitar a folha de pagamento do município. Atualmente, a Prefeitura é cliente do Banco do Brasil, único banco com agência em Murtinho. O Bradesco, virtual concorrente, tem terminal de auto-entendimento e presta serviços em parceria com os Correios. O vereador Ailton Sanches (PT) disse que a Prefeitura protocolou ontem a proposta na Câmara de Vereadores. Os parlamentares deverão analisar a mensagem antes de autorizar a abertura da folha à concorrência pública na modalidade licitação. O gerente da agência do Banco do Brasil em Porto Murtinho, Paulo Sérgio Belmonte Gomes, disse que o banco não deverá concorrer, já que é o único com agência instalada no município. Segundo ele, a instituição pode até mesmo fechar a agência em Murtinho. Paulo Sérgio disse que o banco discute a folha somente nos municípios em que outros bancos também possuem agências. Ele disse que Cintra comunicou a intenção em novembro de 2007. Conforme o vereador Ailton, a intenção do prefeito é licitar a folha para contrato de 5 anos. O banco vencedor adquire o direito de movimentar a conta da Prefeitura e realizar, por exemplo, empréstimos consignados em folha dos servidores públicos municipais. O gerente do Banco do Brasil no município disse que tomou conhecimento pelo prefeito de que o Bradesco estaria interessado na licitação. A Diretoria Regional do Bradesco em Campo Grande informou à reportagem que não tem conhecimento do assunto. O Banco do Brasil pode fechar no município também porque a Prefeitura é o seu principal cliente em Murtinho e o negócio não seria viável sem a Prefeitura na pasta. Licitação O episódio mais recente envolvendo concorrência pública pela folha de pagamento em Mato Grosso do Sul envolveu o Banco do Brasil e o governo do Estado logo depois que o governador André Puccinelli (PMDB) tomou posse em janeiro de 2007. Na ocasião, Puccinelli demonstrou interesse em licitar a folha. O Banco do Brasil acabou renovando o contrato até 2010 com o governo para manutenção da conta. Para isso, o banco pagou R$ 29 milhões para o governo estadual. O governo ameaçava transferir a conta-salário caso o banco não emprestasse o dinheiro para quitar a folha de dezembro de 2006, que em fim de janeiro ainda estava pendente.
Fonte: Midiamax



